Saúde - undefined·01 de fevereiro de 2020

Casos de sífilis em gestantes no Ceará são considerados altos

Além disso, o estado registrou 559 casos de HIV/Aids entre os meses de janeiro e novembro do ano passado

Por Agência do Rádio
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O estado do Ceará está em alerta para os altos índices de infecção pela sífilis – doença sexualmente transmissível que demora a apresentar sintomas e que muitas pessoas transmitem por não saberem que têm. A preocupação do Núcleo de Prevenção da Secretaria de Saúde do Ceará é a quantidade de gestantes detectadas como portadoras da sífilis. 

Somente em 2019, foram 1.478 casos – contra 2.306 detectados no ano anterior. Apesar da redução entre um ano e outro, o número ainda é considerado alto. Ainda em 2019, 913 casos congênitos, aqueles transmitidos de mães para filhos durante a gestação e o parto, foram detectados. 
O estado contou também com 559 casos notificados de Aids entre janeiro e novembro do ano passado. Segundo a assessora técnica do Núcleo de Prevenção da Secretaria de Saúde do Ceará, Léa Barroso, uma das causas principais de infecção é a falta do uso de preservativo durante as relações sexuais.

“O principal método que a gente tem é o uso da camisinha, a gente não pode deixar de falar sobre a importância do uso do preservativo, tanto masculino quando feminino. E paralelo a isso a gente trabalha em cima das questões de redução dos riscos que existem na vida sexual, então número de parcerias, uso de drogas. E o teste rápido, na verdade você fazendo o teste e descobrindo como está sua saúde e do parceiro, mesmo aqueles que não querem o uso da camisinha, é uma forma de prevenção e cuidado para que você se organize em relação a essa vida sexual”. 

A dona de casa Cleudileuza Azevedo, de 49 anos, convive há anos com o HIV. Moradora de Horizonte, no Ceará, Cleudileuza foi diagnosticada em 1993 com o vírus, ao fazer exames de rotina. Segundo a dona de casa, o falecido marido era usuário de drogas injetáveis e contraiu o HIV ao compartilhar uma seringa com pessoas desconhecidas. Ao terem relação sexual sem o uso do preservativo, ela não imaginava que acabaria sendo contaminada.

“É um susto e um alerta. Porque na época a gente ouvia pouco se falar em HIV. A população relacionava o HIV apenas aos homossexuais, não tinha informação. Preservativo ou era na farmácia ou por acaso na unidade de saúde, se o médico indicasse quando a mulher tinha problema com o anticoncepcional. Eu digo que eu fui uma das pessoas que conheci com melhor aceitação ao HIV. Eu coloquei na cabeça que eu ia viver, que tinha filho para criar.”

Sem camisinha, você assume o risco. Use camisinha e se proteja dessas ISTs e de outras, como HIV e Hepatites. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/ist. 

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