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TERMO DE USO E PARCERIA

TERMO DE USO E PARCERIA

Regras de Uso

1º - A utilização gratuita e livre dos materiais produzidos pelo Brasil 61 só será permitida depois que este termo de parceria for aceito pelo usuário, prevendo as seguintes regras:

a) A utilização do material - na íntegra, ou em partes - só será permitida desde que as informações não sejam distorcidas, manipuladas ou alteradas.

b) Não é necessário a identificação do Brasil 61 na hora da replicação do conteúdo. Mas toda e qualquer veiculação de áudios produzidos pelo Brasil 61 prevê o cadastro no site, com a disponibilização de dados que serão utilizados para a organização do mailing desta empresa,

2º - OBRIGAÇÕES DO BRASIL 61

a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

b) O acesso ao conteúdo jornalístico (na versão de leitura) é livre e gratuito, podendo ser replicado por qualquer usuário que acesse o site. O download do áudio para que seja utilizado na programação das rádios requer que o radialista realize o login no site do Brasil 61 - informando e-mail e senha cadastrados. 

3º - OBRIGAÇÕES DOS COMUNICADORES PARCEIROS

Não alterar o sentido dos materiais, ou distorcer fala de entrevistados ou mudar a conotação das mensagens dos materiais. 

ADENDOS IMPORTANTES SOBRE A PARCERIA

a) O Brasil 61 poderá distribuir conteúdo patrocinado com ou sem assinatura dos clientes patrocinadores do boletim e sem aviso prévio ao comunicador. 

b) As rádios parceiras não vão ter participação financeira sobre o faturamento do Brasil 61.

c) Os comunicadores podem patrocinar os conteúdos do Brasil 61, desde que não alterem o sentido e a conotação dos conteúdos oferecidos. Nesses casos, o Brasil 61 não terá participação nos lucros conquistados pelos veículos parceiros. 

Ao clicar em ACEITO, a emissora aqui cadastrada afirma concordar e estar ciente de todas as condições apresentadas neste Termo de Utilização de Conteúdo.

Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

Inovação pode ajudar micro e pequenos empreendimentos a superarem crise

Micro e pequenas empresas resolveram investir cada vez mais em tecnologia e inovação para não fecharem as portas durante a pandemia


O Brasil ocupa hoje uma das piores posições em rankings de educação. Em uma lista com 65 países participantes do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), do Ministério da Educação, por exemplo, o País amarga o 53º lugar. Fatores sociais podem influenciar diretamente nesse número e é isso que uma startup pernambucana tenta reverter. Por meio da inclusão social, três pequenos empresários resolveram inovar e transformar a vida de milhares de crianças e adolescentes em todo o Brasil por meio da educação. 

Criada em 2015, a startup Prol Educa oferta bolsas de 70% a alunos e alunas que não têm condições de arcar com o valor integral da mensalidade em mais de 400 escolas parceiras. No total, mais de cinco mil famílias em todo o Brasil são alcançadas com a iniciativa. O objetivo é incentivar crianças e adolescentes a não desistirem de estudar e reduzir a inadimplência. 

“A gente ajuda famílias que sonham em matricular seus filhos em boas escolas, mas que não têm condição de arcar com as mensalidades. Nosso modelo se baseia em ofertar vagas ociosas que não foram preenchidas pelas instituições de ensino privadas por um preço mais acessível”, explica Pettrus Nascimento, um dos idealizadores da Prol Educa, com sede em Recife (PE). 

Orientações do Sebrae ajudam micro empresários na sustentação dos empregos durante a pandemia

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A startup atua em mais cinco estados (Rio Grande do Norte, Alagoas, Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo) e garantiu faturamento superior a R$ 1 milhão em cinco anos de operação. Das cinco mil famílias ajudadas, 90% têm renda média de um salário mínimo. Com a ideia, 40% dos matriculados estão com melhor desempenho no ensino fundamental e 51% no ensino médio. 

Por conta da pandemia, ele e os dois sócios resolveram ampliar o portifólio e passaram a oferecer também auxílio em cursos de graduação e ensino técnico. “Esperamos colocar nossa plataforma com mais inovação em breve e beneficiar cada vez mais estudantes que buscam uma educação de qualidade, é esse nosso papel”, garante Pettrus. 

Parceria e tecnologia

A história dos empresários pernambucanos se cruzou com a do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em 2017, quando foram selecionados para participar do InovAtiva Brasil. De acordo com a entidade, o InovAtiva Brasil é o maior e mais abrangente programa de aceleração de startups do Brasil, oferecendo capacitação, mentoria, conexão e visibilidade a empreendedores inovadores – e o melhor, tudo de graça. Desde 2013, ano de lançamento do programa, mas de mil negócios foram atendidos pela iniciativa. 

“Da forma como os pequenos negócios funcionam hoje não será mais possível sustentá-los. O cliente não está mais na porta da rua. E mesmo aquelas cidades que liberaram para consumo, para reabertura, a forma como cliente está interagindo, está consumindo, o produto mudou. Então, esse pequeno negócio vai ter que se adaptar, vai ter que inovar nesses novos tempos. Ele vai poder alterar o seu modelo de negócio, produtos e processos para continuar no mercado. Todas essas alterações, quando são feitas de forma estratégica, são inovações”, defende o gerente de Inovação do Sebrae, Paulo Renato. 

Antes da pandemia, segundo ele, muitas empresas ainda operavam no “off-line”, ou seja, sem inserção na internet. “O Sebrae criou vários programas que incentivam o pequeno negócio a vender pela internet e interagir com redes sociais, para mudar a visão do empresário também para uma versão ‘on-line’”, diz o gerente. 

A goiana Elizângela de Oliveira sabe bem como é isso. Dona de uma loja varejista de calçados em Posse (GO) há mais de 20 anos, a empreendedora viu que era o momento de começar uma transformação, já que, antes da pandemia, ela só trabalhava com a loja física. “Nós buscamos oferecer o melhor atendimento e qualidade nos produtos comercializados. Há alguns anos, sentimos a necessidade de mudar para o e-commerce, mas por vários motivos não foi possível”, conta. 

Com a crise, segundo ela, veio a necessidade de buscar opções para ampliar as vendas. “Surgiram várias ideias, mas a melhor foi a de criar um site de vendas, tornando realidade o sonho da loja virtual”, lembra Elizângela. O Sebrae entrou na vida da empresária nesse momento. Ela teve ajuda a partir do Sebraetec, que disponibiliza serviços tecnológicos para empresas, conectando os pequenos negócios a uma rede de prestadoras de serviços tecnológicos que atendem em todo território brasileiro.

“Há muitos anos, fazemos parceria com o Sebrae, com cursos de aperfeiçoamento e consultoria”, afirma. “Para mim, o e-commerce é presente e é futuro. Trabalhamos buscando sempre inovar, tanto o site quanto as redes sociais, fazendo parcerias com empresas e sites virtuais”, projeta. 

As vendas da empresária cresceram e as expectativas de ampliar o negócio também. Ela já está pensando, inclusive, nas festas de fim de ano. “Esperamos fortalecer as vendas da loja física, da virtual e um Natal melhor, com ótimas oportunidades de vendas e de negócios.” 

Paulo Renato acredita que, daqui para frente, a tendência é adotar uma estratégia híbrida de negócios. “É uma estratégia tanto on-line quanto off-line, em que você promove um tipo de experiência para seu cliente com atendimento presencial e na internet com outra estratégia de atendimento”, sugere o gerente de Inovação do Sebrae. 

“A inovação, de fato, será fundamental para que esses negócios se adaptem ao novo tempo econômico que vivemos agora”, aposta ele. 

Inovação no Brasil

Hoje, um em cada quatro donos de pequenos negócios implementou alguma inovação desde o início pandemia. Segundo pesquisa do Sebrae, em parceria com a FGV, empresários com práticas inovadoras em seus negócios tiveram mais sucesso no nível de faturamento. Enquanto os pequenos negócios inovadores registraram perda de 32%, as empresas que não inovaram tiveram um percentual de perda de 39%. 

Em 2017, o Sebrae investiu mais de R$ 300 milhões em iniciativas de inovação. No ano seguinte, foram aplicados R$ 245 milhões em ações e programas como as incubadoras; InovAtiva, programa gratuito de aceleração de startups; Like a Boss, competição para fortalecer o ambiente das empresas com foco digital; e o Sebraetec, que promove o acesso a soluções em sete áreas de conhecimento da inovação.

Já em 2018, o Brasil subiu do 69º lugar para o 64º no Índice Global de Inovação, considerada a melhor posição até então desde 2014. Em 2020, subimos mais dois degraus, alcançando a 62ª posição. As dez primeiras colocações foram ocupadas, neste ano, pela Suíça, Suécia, Estados Unidos, Reino Unido, Holanda, Dinamarca, Finlândia, Singapura, Alemanha e Coreia do Sul. O Índice Global de Inovação reúne 126 países e é publicado anualmente, desde 2007, pela Universidade Cornell, pelo Insead e pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual. 


O Sebrae conta também com o Programa Nacional de Encadeamento Produtivo. Segundo a entidade, são mais de 270 projetos em todo o País que promovem a aproximação entre grandes e médias empresas e pequenos negócios em diversas cadeias de valor. 

Apoio a gestores

Incentivar a geração de emprego e renda e qualificar quem mais precisa são algumas das dicas que podem ser inseridas nas propostas de governo dos (as) futuros (as) prefeitos (as) e vereadores (as) que serão escolhidos em novembro deste ano, nas eleições municipais. A ideia do Sebrae, em parceria com várias entidades, é inserir a pauta do empreendedorismo nas campanhas. 

Uma delas, por meio do documento “Seja um candidato empreendedor – 10 dicas do Sebrae”, é investir cada vez mais em inovação, garantindo internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; apoiando espaços de inovação, startups locais e incubadoras de empresas; implantando serviços online e desburocratizados para a população, modernizando o atendimento da prefeitura; estimulando os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentando a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano. 

O documento é uma iniciativa do Sebrae com apoio da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa, da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), do Instituto Rui Barbosa, com a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público, e da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil. 

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Foto: Agência Brasil

Segundo especialistas, desburocratização de processos pode ser, inclusive, ferramenta contra corrupção

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Uma gestão engessada e onerosa para empreendedores locais. Foi assim que o atual prefeito de Dianópolis (TO) encontrou a cidade quando assumiu a cadeira no Executivo local, em 2016. Segundo relatos do atual gestor, os processos de abertura de empresas eram realizados em um ambiente de estrutura física precário. O cenário era caótico: não havia um espaço específico para acolher empreendedores interessados em desenvolver atividades empresariais no município e todos os processos eram realizados em uma pequena sala: ia desde requerimento para alvará de funcionamento, guias de pagamento e negociações de IPTU até emissão de certidões, avaliação imobiliária e vistoria, entre outros.

E os problemas não paravam por aí. Ainda segundo os relatos, todos os processos eram armazenados em pilhas de papéis que se acumulavam e, com isso, não era possível manter uma ordem no cronograma de atendimentos. Foi aí que surgiu a pressão de empreendedores locais para tornar esse trâmite mais fácil e digital. 

A prefeitura, com ajuda da população, implementou dez soluções consideradas determinantes para implementar os processos de desburocratização. Entre elas, estrutura física mais adequada para cada tipo de serviço; tratamento individualizado e diferenciado a contribuintes e empreendedores, de acordo com cada demanda; capacitação dos colaboradores para atender demandas do portal Simplifica e parcerias com entidades e instituições que apoiassem iniciativas na criação de pequenos negócios para organização de eventos e feiras de pequenos negócios locais.

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O resultado foi a redução de 30% no índice de inadimplência; aumento de 63% na arrecadação municipal; controles automatizados e redução de 90% das filas para atendimento presencial. Na lista, o prefeito Padre Gleibson, um dos vencedores do Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor com a proposta “Desburocratizar para agilizar”, ainda conseguiu reduzir 70% nos custos operacionais da prefeitura em emissão e impressão de documentos e deu mais agilidade, eficácia e transparências nos processos de abertura, alteração e baixa de empresas. 

Para o gerente da unidade de Políticas Públicas do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Silas Santiago, a desburocratização pode ser, inclusive, uma ferramenta contra o crime. “Toda vez que você traz uma ferramenta de desburocratização informatizada, você derruba as paredes da burocracia e possibilidade até de corrupção.” 

Ainda segundo Silas, os prefeitos que enxergarem esse cenário favorável à desburocratização para micro e pequenos negócios e para microempreendedores individuais (MEIs) podem conseguir bons resultados. “Os prefeitos enxergaram que se pavimentarem o caminho para o empreendedorismo vão colher frutos. Se enxergarem o empreendedor em potencial como um parceiro para o município, como uma pessoa que pode trazer resultados, se deixarem a estrada aberta para o empreendedorismo, vão ter bons resultados”, garante.

Empreendedorismo nas eleições

Incluir essa pauta na agenda de futuros gestores, a partir das eleições municipais de 2020, é um dos objetivos propostos do guia “Seja um candidato empreendedor – 10 dicas do Sebrae”, lançado em setembro. 

Para o coordenador de Articulação Política da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Jeconias Rozendo Júnior, a retomada da economia será um tema central no ano que vem, quando prefeitos (as) e vereadores (as) estiverem assumindo o comando dos municípios após as eleições. “Será preciso uma grande estratégia, eficaz e eficiente, para que a economia local e empreendedores de micro e pequenos negócios possam desenvolver todo seu potencial e, assim, mitigar os efeitos da crise econômica ainda bastante presente por conta da pandemia”, avalia. 

Dentro da pauta do empreendedorismo, Rozendo Júnior acrescenta a desburocratização para esse segmento como algo essencial para o novo momento. “É estratégico para os municípios tratar da questão da desburocratização, simplificando todos os processos e retirando da frente do empreendedor todos os obstáculos desnecessários, para que ele possa tanto se formalizar quanto desenvolver sua atividade econômica da melhor maneira possível e da forma mais simples possível.”  

O guia é uma iniciativa do Sebrae com apoio da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa, da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), do Instituto Rui Barbosa, com a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público, e da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil. 

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

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Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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LOC: O Brasil ocupa hoje uma das piores posições em rankings de educação. Fatores sociais podem influenciar diretamente nesses números e é isso que uma startup pernambucana tenta reverter. Por meio da inclusão social, três pequenos empresários resolveram inovar com uma startup e transformar a vida de milhares de crianças e adolescentes em todo o Brasil por meio da educação. 

Criada em 2015, a startup Prol Educa oferta bolsas de 70% a alunos e alunas que não têm condições de arcar com o valor integral da mensalidade em mais de 400 escolas parceiras. O modelo oferta vagas não preenchidas em escolas particulares por um preço mais acessível para famílias com renda média de um salário-mínimo. Pettrus Nascimento, um dos sócios da startup, garante que a ideia é, por meio da inovação, levar mais esperança a crianças e jovens. 
 

TÉC./SONORA: Pettrus Nascimento, sócio da Prol Educa
“Esperamos colocar nossa plataforma com mais inovação e beneficiar cada vez mais estudantes que buscam uma educação de qualidade, é esse nosso papel.”
 

LOC.: O negócio do Pettrus Nascimento foi um dos selecionados para participar do InovAtiva Brasil, um programa do Sebrae de aceleração de startups do Brasil que oferece, gratuitamente, capacitação, mentoria, conexão e visibilidade a empreendedores inovadores. Além do Inovativa Brasil, o Sebrae conta com outras ações de incentivo à inovação e ao desenvolvimento de micro e pequenos negócios. 

A empresária goiana Elizângela de Oliveira é dona de uma loja varejista de calçados há 24 anos. Com a pandemia, ela viu que os planos futuros de levar os produtos também para internet teriam que ser adiantados. A empresária contou com a ajuda do Sebraetec, um produto do Sebrae que disponibiliza serviços tecnológicos para empresas e conecta pequenos negócios a uma ampla rede de prestadoras de serviços tecnológicos que atendem em todo o Brasil. Foi assim que Elizângela levou a loja para a internet. 
 

TÉC./SONORA: Elizângela de Oliveira, empresária 
“Há alguns anos, sentimos a necessidade de mudar para o e-commerce, mas por vários motivos não foi possível. Com a crise, veio a necessidade de buscar opções para ampliar as vendas. Surgiram várias ideias, mas a melhor foi a de criar um site de vendas, tornando realidade o sonho da loja virtual.” 
 

LOC.: Para o gerente de Inovação do Sebrae, Paulo Renato, a forma como muitos negócios operam hoje, sem acesso à inovação, não é mais viável. Ele defende cada vez mais a inserção de micro e pequenos negócios na internet, para possibilitar diferentes experiências aos clientes. 

TÉC./SONORA: Paulo Renato, gerente de Inovação do Sebrae
“O cliente não está mais na porta da rua. E mesmo aquelas cidades que liberaram para consumo, para reabertura, a forma como cliente está interagindo, está consumindo o produto mudou. Então, esse pequeno negócio vai ter que se adaptar, vai ter que inovar nesses novos tempos. Ele vai poder alterar o seu modelo de negócio, produtos e processos para continuar no mercado. Todas essas alterações, quando são feitas de forma estratégica, são inovações.” 
 

LOC.: Em 2017, o Sebrae investiu mais de R$ 300 milhões em iniciativas de inovação. Em 2018, foram aplicados R$ 245 milhões em ações e programas como as incubadoras, o InovAtiva, a competição “Like a Boss” e o Sebraetec. 

Para saber mais sobre as iniciativas de inovação do Sebrae, acesse www.sebrae.com.br. 

Reportagem, Jalila Arabi.