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TERMO DE USO E PARCERIA

TERMO DE USO E PARCERIA

Regras de Uso

1º - A utilização gratuita e livre dos materiais produzidos pelo Brasil 61 só será permitida depois que este termo de parceria for aceito pelo usuário, prevendo as seguintes regras:

a) A utilização do material - na íntegra, ou em partes - só será permitida desde que as informações não sejam distorcidas, manipuladas ou alteradas.

b) Não é necessário a identificação do Brasil 61 na hora da replicação do conteúdo. Mas toda e qualquer veiculação de áudios produzidos pelo Brasil 61 prevê o cadastro no site, com a disponibilização de dados que serão utilizados para a organização do mailing desta empresa,

2º - OBRIGAÇÕES DO BRASIL 61

a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

b) O acesso ao conteúdo jornalístico (na versão de leitura) é livre e gratuito, podendo ser replicado por qualquer usuário que acesse o site. O download do áudio para que seja utilizado na programação das rádios requer que o radialista realize o login no site do Brasil 61 - informando e-mail e senha cadastrados. 

3º - OBRIGAÇÕES DOS COMUNICADORES PARCEIROS

Não alterar o sentido dos materiais, ou distorcer fala de entrevistados ou mudar a conotação das mensagens dos materiais. 

ADENDOS IMPORTANTES SOBRE A PARCERIA

a) O Brasil 61 poderá distribuir conteúdo patrocinado com ou sem assinatura dos clientes patrocinadores do boletim e sem aviso prévio ao comunicador. 

b) As rádios parceiras não vão ter participação financeira sobre o faturamento do Brasil 61.

c) Os comunicadores podem patrocinar os conteúdos do Brasil 61, desde que não alterem o sentido e a conotação dos conteúdos oferecidos. Nesses casos, o Brasil 61 não terá participação nos lucros conquistados pelos veículos parceiros. 

Ao clicar em ACEITO, a emissora aqui cadastrada afirma concordar e estar ciente de todas as condições apresentadas neste Termo de Utilização de Conteúdo.

Foto: divulgação/ Governo Federal

AgroNordeste quer impulsionar desenvolvimento econômico e social no Nordeste

Ação conjunta entre Governo Federal e parceiros pretende levar inovação e tecnologia para a região; investimento chega a cerca de R$ 90 milhões


Dados do último Censo Agropecuário, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que mais de 15 milhões de pessoas vivem hoje no campo. Só a região Nordeste soma mais de 6,3 milhões, ou seja, mais da metade de toda essa população rural está distribuída nos nove estados nordestinos. Pensando nesse número e em dar suporte a agricultores e agricultoras na retomada da economia, governo federal, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e outros parceiros se uniram na criação do plano AgroNordeste. 

O objetivo da ação é impulsionar o desenvolvimento econômico e social da região por meio de assistência técnica gerencial, capacitação empresarial para jovens no campo, transferência de tecnologia para produtores e participação de produtores em feiras, eventos e rodadas de negócios. Ao todo, serão investidos quase R$ 90 milhões até 2023. 

“O AgroNordeste visa uma orquestração de esforços de diversos agentes que promovem o desenvolvimento rural e sustentável no Nordeste brasileiro, mais o norte do Espírito Santo e de Minas Gerais, no sentido de levar aos produtores rurais uma melhor condição de performance da propriedade rural, melhorando qualidade de vida, aumentando a renda, implementando um processo de produção mais limpo e sustentável para a região”, explica o secretário-adjunto da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e diretor-geral do AgroNordeste, Pedro Correa. 

Segundo ele, o plano vai agregar mais valor à produção desses agricultores e permitir um diferencial competitivo. “Seja ele agricultor familiar ou médio produtor, a ideia é levar acesso às tecnologias de produção, de baixa emissão de carbono, o que chamamos de tecnologia sustentável, mas também um processo de educação gerencial. Se falo em promover melhora na qualidade de vida, temos que ensinar o produtor a fazer conta, gerenciar a propriedade como um negócio”, pontua. 

O plano foi pensado no ano passado e divulgado em outubro do mesmo ano, quando o mundo ainda não enfrentava uma pandemia. Mas o diretor do AgroNordeste afirma que foram feitas todas as adequações possíveis para esse cenário. “Tivemos uma primeira fase intensa em planejamento e, de quatro meses para cá, o plano entrou na fase de execução por parte do ministério e dos agentes envolvidos. O que aconteceu foi que antecipamos algumas iniciativas que estavam planejadas mais para frente, como a Ater 4.0, que é a assistência técnica e extensão rural com inovação”, revela. 

Para esse ciclo de 2019/2020, Correa conta que são três conjuntos de ações a serem desenvolvidos no Nordeste e norte de MG e ES. “São dois conjuntos de curto prazo de resultados, que são as ações sobre demandas e as diretas. O outro é de ações concentradas, que serão executadas em territórios definidos. Para 2019/2020, serão 12 planos territoriais, chegando a cerca de 600 municípios na região”, adianta. Nas ações concentradas, segundo ele, os agentes envolvidos analisam as atividades a serem implementadas nesses territórios para solução de problemas levantados anteriormente. A meta é chegar a 30 territórios até 2025. 

Sobre a participação do Sebrae, o diretor-geral do AgroNordeste é enfático. “O Sebrae tem uma experiência muito grande com a promoção de arranjos produtivos e locais, isso é histórico. A entidade tem contribuído muito com o plano nesse sentido.” 

Até agora, o Sebrae e demais parceiros têm o desafio de atender mais de 20 mil empreendedores rurais no âmbito do AgroNordeste, em 13 cadeias de produção diferentes. José Mirionaldo Rodrigues Macedo, 37 anos, é um deles. Há três meses, ele conheceu os efeitos do AgroNordeste. Morador de Betânia do Piauí (PI), o agricultor preside a Associação dos Criadores de Ovinos e Caprinos do Município de Betânia do Piauí (Ascobetania) e acredita que o plano só tem a acrescentar na produção. “Ele veio para nos fortalecer, para nos tornar verdadeiros empresários de nossas propriedades”, afirma. 

Segundo o agricultor, com a ajuda do plano e de toda tecnologia fornecida pelas entidades parceiras, eles estão levando os produtos para fora das propriedades. “Um dos focos do AgroNordeste é a comercialização da porteira para fora. Nós temos o produto, mas ainda temos dificuldade na comercialização. Principalmente na nossa região, esse projeto veio com esse foco e é um grande parceiro”, elogia Mirionaldo. 

Ele cita o Sebrae como um dos alicerces para esse avanço na produção. “Desde o início, houve um trabalho de construção da nossa associação e cooperativa e o Sebrae é um grande parceiro, que tem nos ajudado com capacitações e a redescobrir tecnologias”, diz. “A expectativa agora é de que o nosso produto seja trabalhado para sair certificado e inspecionado da nossa cidade”, projeta.

A coordenadora nacional do Programa Agronordeste no Sebrae, Newman Costa, defende que o plano é um investimento na promoção do desenvolvimento setorial e sustentável dessa região. “Vamos contribuir, nos próximos três anos, em 13 segmentos prioritários, em alguns dos territórios mapeados pelo governo federal e outros já identificados pelo Sebrae. Dentre eles, o de caprinos e ovinos, aquicultura, bovinocultura de leite, avicultura, piscicultura, cafeicultura, agroindústrias e turismo rural, especialmente nesse momento que estamos vivendo, as pessoas quererem conhecer experiências que façam conexão com o meio ambiente”, elenca.

Segundo o plano, o Sebrae vai atuar dentro de 555 municípios. O grande desafio da entidade, segundo Newman, é integrar ações com grandes parceiros e ter um olhar em toda a cadeia produtiva desses segmentos. “Vamos trabalhar desde o início da produção até a inserção no mercado, para que a gente consiga visualizar, nesses territórios, os desafios de se ter uma cadeia mais dinâmica, em que ela se torne mais produtiva, competitiva e com qualidade para atender às necessidades do mercado”, garante.

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Impactos e resultados

Pedro Correa, diretor-geral do AgroNordeste, avalia expectativa e resultados esperados com essa iniciativa, que tem metas a curto, médio e longo prazo. “Em termos de impacto, o que se espera é aumentar o valor bruto da produção agropecuária anual e incrementar as exportações agropecuárias na região atendida pelo plano. Quando se fala em aumento de valor bruto, também se fala em aumento de oferta. E quando se fala de aumento de exportação, estamos falando de dinheiro no bolso e resultado”, opina. 

“Em termos de resultados, esperamos o aumento de produtividade, da comercialização dos produtos agropecuários das cadeias que serão atendidas pelo plano, da área de produção com implementação de tecnologias de baixa emissão de carbono e aumentar investimentos nesse setor, tornando a região mais atrativa para negócios”, detalha. 

De acordo com Newman Costa, coordenadora nacional do Programa Agronordeste no Sebrae, o foco da entidade é em resultados a curto e médio prazo. “Tudo foi construído com olhar voltado para o aumento do faturamento, acesso a mercado, inserção de novas tecnologias nos pequenos negócios rurais, sem deixar de lado os comércios e serviços desses segmentos, além do aumento da produtividade.” 

No âmbito do plano, só o Banco do Nordeste realizou, só em 2019 e 2020, mais de 410 mil operações de crédito, liberando um valor superior a R$ 2,5 bilhões. “O componente de crédito faz toda a diferença”, crava Pedro. 

O AgroNordeste também tem como parceiros como a Embrapa conectando por meio das várias unidades de referência além do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). 

Apoio a gestores

Incentivar a geração de emprego e renda e qualificar quem mais precisa são algumas das dicas que podem ser inseridas nas propostas de governo dos (as) futuros (as) prefeitos (as) e vereadores (as) que serão escolhidos em novembro deste ano, nas eleições municipais. A ideia do Sebrae, em parceria com várias entidades, é inserir a pauta do empreendedorismo nas campanhas. 

Uma delas, por meio do documento “Seja um candidato empreendedor – 10 dicas do Sebrae”, é investir cada vez mais na qualificação e inovação de micro e pequenos empreendedores e agricultores. Entre as sugestões, estão realizar parcerias com o Sistema S, instituições de ensino e empresas privadas para promoção de cursos de qualificação profissional e construir parcerias com organizações da sociedade para promoção da inclusão pelo associativismo e empreendedorismo. 

O documento é uma iniciativa do Sebrae com o apoio da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa, da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), do Instituto Rui Barbosa, com a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público e da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil.

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Foto: Agência Brasil

Segundo especialistas, desburocratização de processos pode ser, inclusive, ferramenta contra corrupção

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Uma gestão engessada e onerosa para empreendedores locais. Foi assim que o atual prefeito de Dianópolis (TO) encontrou a cidade quando assumiu a cadeira no Executivo local, em 2016. Segundo relatos do atual gestor, os processos de abertura de empresas eram realizados em um ambiente de estrutura física precário. O cenário era caótico: não havia um espaço específico para acolher empreendedores interessados em desenvolver atividades empresariais no município e todos os processos eram realizados em uma pequena sala: ia desde requerimento para alvará de funcionamento, guias de pagamento e negociações de IPTU até emissão de certidões, avaliação imobiliária e vistoria, entre outros.

E os problemas não paravam por aí. Ainda segundo os relatos, todos os processos eram armazenados em pilhas de papéis que se acumulavam e, com isso, não era possível manter uma ordem no cronograma de atendimentos. Foi aí que surgiu a pressão de empreendedores locais para tornar esse trâmite mais fácil e digital. 

A prefeitura, com ajuda da população, implementou dez soluções consideradas determinantes para implementar os processos de desburocratização. Entre elas, estrutura física mais adequada para cada tipo de serviço; tratamento individualizado e diferenciado a contribuintes e empreendedores, de acordo com cada demanda; capacitação dos colaboradores para atender demandas do portal Simplifica e parcerias com entidades e instituições que apoiassem iniciativas na criação de pequenos negócios para organização de eventos e feiras de pequenos negócios locais.

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O resultado foi a redução de 30% no índice de inadimplência; aumento de 63% na arrecadação municipal; controles automatizados e redução de 90% das filas para atendimento presencial. Na lista, o prefeito Padre Gleibson, um dos vencedores do Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor com a proposta “Desburocratizar para agilizar”, ainda conseguiu reduzir 70% nos custos operacionais da prefeitura em emissão e impressão de documentos e deu mais agilidade, eficácia e transparências nos processos de abertura, alteração e baixa de empresas. 

Para o gerente da unidade de Políticas Públicas do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Silas Santiago, a desburocratização pode ser, inclusive, uma ferramenta contra o crime. “Toda vez que você traz uma ferramenta de desburocratização informatizada, você derruba as paredes da burocracia e possibilidade até de corrupção.” 

Ainda segundo Silas, os prefeitos que enxergarem esse cenário favorável à desburocratização para micro e pequenos negócios e para microempreendedores individuais (MEIs) podem conseguir bons resultados. “Os prefeitos enxergaram que se pavimentarem o caminho para o empreendedorismo vão colher frutos. Se enxergarem o empreendedor em potencial como um parceiro para o município, como uma pessoa que pode trazer resultados, se deixarem a estrada aberta para o empreendedorismo, vão ter bons resultados”, garante.

Empreendedorismo nas eleições

Incluir essa pauta na agenda de futuros gestores, a partir das eleições municipais de 2020, é um dos objetivos propostos do guia “Seja um candidato empreendedor – 10 dicas do Sebrae”, lançado em setembro. 

Para o coordenador de Articulação Política da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Jeconias Rozendo Júnior, a retomada da economia será um tema central no ano que vem, quando prefeitos (as) e vereadores (as) estiverem assumindo o comando dos municípios após as eleições. “Será preciso uma grande estratégia, eficaz e eficiente, para que a economia local e empreendedores de micro e pequenos negócios possam desenvolver todo seu potencial e, assim, mitigar os efeitos da crise econômica ainda bastante presente por conta da pandemia”, avalia. 

Dentro da pauta do empreendedorismo, Rozendo Júnior acrescenta a desburocratização para esse segmento como algo essencial para o novo momento. “É estratégico para os municípios tratar da questão da desburocratização, simplificando todos os processos e retirando da frente do empreendedor todos os obstáculos desnecessários, para que ele possa tanto se formalizar quanto desenvolver sua atividade econômica da melhor maneira possível e da forma mais simples possível.”  

O guia é uma iniciativa do Sebrae com apoio da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa, da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), do Instituto Rui Barbosa, com a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público, e da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil. 

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

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Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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LOC.: Dados do último Censo Agropecuário mostram que mais de 15 milhões de pessoas vivem hoje no campo. Só a região Nordeste soma mais de seis milhões vivendo em áreas rurais. Pensando nesse número e em dar suporte a agricultores e agricultoras na retomada da economia, governo federal, Sebrae e parceiros se uniram na criação do AgroNordeste. 

O objetivo do plano é impulsionar o desenvolvimento econômico e social da região por meio de assistência técnica gerencial, capacitação empresarial para jovens no campo, transferência de tecnologia para produtores e participação de produtores em feiras, eventos e rodadas de negócios. Ao todo, serão investidos quase R$ 90 milhões até 2023.

O secretário-adjunto da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e diretor-geral do AgroNordeste, Pedro Correa, explica o plano. 
 

TEC./SONORA: Pedro Correa, secretário-adjunto da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Mapa e diretor-geral do AgroNordeste.
“O AgroNordeste visa uma orquestração de esforços de diversos agentes que promovem o desenvolvimento rural e sustentável no Nordeste brasileiro, mais o norte do Espírito Santo e de Minas Gerais, no sentido de levar aos produtores rurais uma melhor condição de performance da propriedade rural, melhorando qualidade de vida, aumentando a renda, implementando um processo de produção mais limpo e sustentável para a região.”
 

LOC.: A ideia do plano é agregar mais valor à produção dos agricultores e permitir um diferencial competitivo. A coordenadora nacional do Programa Agronordeste no Sebrae, Newman Costa, defende que o plano é um investimento na promoção do desenvolvimento setorial e sustentável dessa região. 

TEC./SONORA: Newman Costa, analista da Unidade de Competitividade do Sebrae.
“Vamos trabalhar desde o início da produção até a inserção no mercado, para que a gente consiga visualizar, nesses territórios, os desafios de se ter uma cadeia mais dinâmica, em que ela se torne mais competitiva e com qualidade para atender às necessidades do mercado.” 
 

LOC.: O agricultor José Mirionaldo Rodrigues é um dos 20 mil agricultores já beneficiados com o AgroNordeste. Morador de Betânia do Piauí (PI) e produtor de caprinos e ovinos, ele acredita que o plano só tem a acrescentar na produção. 

TEC./SONORA: José Mirionaldo Rodrigues, produtor rural.
“Um dos focos do AgroNordeste é a comercialização da porteira para fora. Nós temos o produto, mas ainda temos dificuldade na comercialização. Principalmente na nossa região, esse projeto veio com esse foco e é um grande parceiro. Ele veio para nos fortalecer, para nos tornar verdadeiros empresários de nossas propriedades.”
 

LOC.: Para saber mais sobre as ações do Sebrae dentro do AgroNordeste, acesse www.sebrae.com.br. 

Reportagem, Jalila Arabi.