Morreu o maquinista que conduzia um dos trens que bateram no Rio de Janeiro na manhã desta quarta-feira. Os bombeiros trabalharam por mais de sete horas para retirar o homem das ferragens. O acidente ocorreu na estação Ferroviária de São Cristóvão, da empresa SuperVia, na Zona Norte da cidade. O nome da vítima não foi divulgado.
Após retirar o maquinista, os bombeiros tentaram reanimá-lo por cerca de meia hora com massagem cardíaca, mas não tiveram sucesso. Os dois trens vinham da estação Central e colidiram no ramal de Deodoro.
Os bombeiros foram acionados por volta das sete da manhã para iniciar os trabalhos de resgate do maquinista e das outras oito vítimas. Sete delas foram encaminhadas para o hospital Souza Aguiar e uma para o Salgado Filho. Todas sofreram ferimentos leves e não correm risco de morte.
Em sua conta no Twitter, a Supervia, responsável pela linha, lamentou o acidente e prometeu investigar as causas com rigor.
Já a Agetransp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários,Ferroviários e Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro) publicou uma nota afirmando que irá apurar as causas do acidente. Equipes técnicas da agência foram enviadas à estação para fazer um levantamento. A questão da adequação da SuperVia ao atendimento dado aos usuários também será apurado. Segundo a Agetransp, a empresa pode ser multada.
Reportagem, Raphael Costa