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LOC.: O setor produtivo foi recebido nesta quarta-feira (1º) pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, para pedir urgência na votação do projeto que atualiza os limites do Simples Nacional. A proposta, parada há quatro anos, prevê reajuste de 83% nos tetos de faturamento de micro e pequenas empresas, acompanhando a inflação desde 2018.
Atualmente, o Simples Nacional reúne 24 milhões de empresas, responsáveis por 77% dos empregos criados no Brasil nos últimos cinco anos. Para as entidades, sem atualização, milhares de empreendedores correm risco de desenquadramento, o que pode comprometer a geração de renda e empregos.
O presidente da Frente Parlamentar do Comércio e Serviços, deputado Domingos Sávio, lembrou a importância do regime simplificado para a inclusão produtiva.
TEC/SONORA: Domingos Sávio – presidente da FCS
“Elas [pequenas e microempresas] estavam na informalidade ou nem existiam. Foram criadas, passaram a gerar emprego, renda e desenvolvimento. Se nós deixarmos que isso comece a regredir, até acabar, aí sim vai haver queda de arrecadação.”
LOC.: Já o presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, Alfredo Cotait, reforçou que a defasagem da tabela compromete a sobrevivência dos pequenos negócios.
TEC/SONORA: Alfredo Cotait, presidente da CACB
“No Brasil, tudo muda, tudo corrige, mas a tabela do Simples não. Estamos desde 2018 com essa tabela sem nenhuma atualização e estamos pleiteando a correção pela inflação. Essa mudança vai ajudar muito os empreendedores a não se desenquadrarem, para que possam continuar, mesmo atingindo o limite, trabalhando, gerando renda e sem precisar paralisar seus negócios.”
LOC.: Segundo cálculos do setor, a atualização dos limites do Simples Nacional poderia gerar mais de 869 mil empregos e movimentar mais de R$ 80 bilhões na economia brasileira.
Reportagem, Livia Braz