Foto: Washington Costa/Ministério da Fazenda
Foto: Washington Costa/Ministério da Fazenda

AGRO: governo e parlamentares avançam em negociação sobre linha de crédito para produtores atingidos por crises climáticas

Proposta envolve ampliação de prazos, carência e criação de fundo garantidor

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A votação do projeto que cria uma linha especial de crédito para produtores rurais afetados por eventos climáticos e impactos econômicos ligados a conflitos geopolíticos foi adiada no Senado após negociação entre o governo e parlamentares. 

A proposta, que seria analisada nesta quarta-feira (20) pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), deve voltar à pauta na próxima semana, já com um texto de consenso.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reuniu-se com senadores e deputados para discutir mudanças na proposta e tentar construir um acordo em torno das regras de acesso ao programa, prazos de pagamento e impacto fiscal da medida.

Após o encontro, Durigan afirmou que houve avanço nas negociações. “Estamos caminhando. A ideia é que, nos próximos dias, a gente tenha um texto final de acordo com o que estamos trabalhando a partir de agora e sobre o qual a equipe técnica já está debruçada”, declarou.

Participaram da reunião o presidente da CAE, senador Renan Calheiros, a senadora Tereza Cristina e outros parlamentares ligados ao setor agropecuário.

Segundo o governo, o custo estimado do projeto pode chegar a R$ 817 bilhões ao longo de 13 anos. Apenas em 2027, o impacto fiscal previsto é de R$ 150 bilhões, conforme nota técnica enviada ao senador Renan Calheiros.

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) pressiona para que o texto seja aprovado antes do lançamento do próximo Plano Safra.

Durigan afirmou que o governo busca atender produtores em dificuldades sem comprometer as contas públicas. “O setor agro vive um momento difícil, diante da geopolítica mundial, e precisamos encontrar soluções com responsabilidade para que uma medida ampla não acabe prejudicando o crédito, o próprio agro e a economia do país”, disse.

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Um dos principais pontos discutidos foi a definição dos critérios para enquadramento dos produtores que poderão acessar a linha especial de crédito. De acordo com o ministro, técnicos do governo e do Congresso trabalham para delimitar quais perdas justificariam a renegociação das dívidas.

“Precisamos ter critérios bem definidos para garantir o melhor uso possível dos recursos destinados ao agronegócio e fazer foco na política pública. Quanto mais claro o critério de enquadramento, mais conseguiremos atingir quem realmente precisa, evitando abusos e situações fora do escopo da proposta”, afirmou.

Prazos

Durigan também detalhou as discussões sobre os prazos de pagamento. Inicialmente, a equipe econômica defendia seis anos para quitação dos débitos, mas houve acordo para ampliar esse período.

“Concordei com a demanda apresentada pela senadora Tereza, pelo senador Renan e pelos deputados que participaram da reunião. Estamos caminhando para um prazo de até dez anos, especialmente para os casos mais graves”, afirmou.

Outro ponto negociado foi o período de carência. A proposta inicial previa um ano sem cobrança do principal da dívida, mas o governo aceitou ampliar esse prazo.

“O Ministério da Fazenda havia proposto inicialmente carência de um ano. Concordamos em ampliar para até dois anos, desde que haja pagamento de juros desde o início”, disse o ministro.

Fundo garantidor para o agronegócio

Durante a reunião, também foi discutida a criação de um fundo garantidor para o agronegócio, nos moldes do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), utilizado no sistema financeiro.

Segundo o ministro, o intuito é que o mecanismo conte com participação do poder público, das instituições financeiras e dos próprios produtores rurais.

“A ideia é constituir um fundo garantidor que ajude no acesso ao crédito e dê mais segurança ao sistema em momentos de inadimplência e crise”, ressaltou.
 

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LOC.: O Senado adiou a votação do projeto que cria uma linha especial de crédito para produtores rurais afetados por eventos climáticos e impactos econômicos ligados a conflitos internacionais. 

A proposta seria analisada na Comissão de Assuntos Econômicos na quarta-feira, dia 20, mas a discussão foi suspensa para a construção de um acordo entre governo e parlamentares.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, se reuniu com senadores e deputados para tentar fechar um consenso sobre o texto. Segundo ele, as negociações avançaram e a expectativa é de que a proposta volte à pauta já na próxima semana.

De acordo com o governo, o custo do projeto pode chegar a OITOCENTOS E DEZESSETE BILHÕES DE REAIS em TREZE ANOS. Só em DOIS MIL E VINTE E SETE, o impacto estimado é de CENTO E CINQUENTA BILHÕES DE REAIS.

O ministro afirmou que o objetivo é atender produtores em dificuldade sem comprometer o equilíbrio das contas públicas.

Entre os principais pontos em discussão estão os critérios para definir quem terá acesso ao crédito, os prazos de pagamento e as condições de renegociação das dívidas.

No encontro, o governo sinalizou acordo para ampliar o prazo de pagamento de SEIS para até DEZ ANOS, dependendo do nível de perda do produtor. Também foi discutida a ampliação do período de carência, que pode chegar a DOIS ANOS, com cobrança de juros desde o início.

Outro tema da reunião foi a criação de um fundo garantidor para o agronegócio, nos moldes do Fundo Garantidor de Crédito, usado no sistema financeiro. 

A Frente Parlamentar da Agropecuária pressiona para que o texto seja aprovado antes do próximo Plano Safra.

Reportagem, Marquezan Araújo