
Voltar
LOC.: A atualização dos limites do Simples Nacional segue como prioridade para parlamentares e representantes do setor produtivo. Recentemente, o Projeto que eleva para 130 mil reais o faturamento máximo anual de MEIs e permite a contratação de até dois funcionários, teve o regime de urgência aprovado, o que agiliza o processo de análise legislativa.
A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, ainda atua por uma correção maior e que se estenda às demais faixas de enquadramento do Simples Nacional. Segundo estimativas da instituição, a medida pode gerar 869 mil empregos, com a injeção de mais de 81 bilhões de reais na economia.
Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB, destaca que a atualização é relevante para evitar que empresas abandonem o regime simplificado ou migrem para a informalidade.
TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB
“O que nós precisamos é conscientizar os nossos políticos da importância da aprovação do aumento do limite do Simples Nacional, pelo menos para o MEI, o microempreendedor individual, e para o micro e a microempresa. Sem isso, as empresas ou vão mudar o seu regime ou vão para informalidade.”
LOC.: A modificação dos limites de receita para o MEI foi apresentada e aprovada no Senado Federal em 2021. Há quase 5 anos indo e voltando de comissões na Câmara dos Deputados, a aceleração da tramitação representa uma chance de acabar com esse vai e vem. A última correção foi estipulada em 2018, no valor de 81 mil reais, com a possibilidade de contratação de apenas um empregado por MEI.
Segundo o deputado federal Rodrigo da Zaeli, do PL mato-grossense, há discussões em andamento para a inclusão no texto de reajuste em todas as faixas de faturamento do Simples Nacional.
TEC./SONORA: Rodrigo da Zaeli, deputado federal (PL-MT)
“Nós estamos defendendo isso aqui na comissão [de Desenvolvimento Econômico] e vamos defender no plenário, junto com o relator, para que possamos ampliar esses valores. Para que a gente possa deixar um valor mais alto, para que as empresas não tenham que criar dois, três CNPJs para não poder desenquadrar. Isso é muito ruim.”
LOC.: Os deputados analisam também a inclusão de um mecanismo de atualização anual da tabela no texto.
Para Jonas Alves, presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Mato Grosso, a desatualização da tabela prejudica o empreendedorismo, ao limitar a renda do empreendedor.
TEC./SONORA: Jonas Alves, presidente da Facmat
“Me parece até uma política errada, porque o que a gente tem que buscar é o favorecimento para que as pessoas consigam iniciar os seus negócios e ter prosperidade. Então, a correção é uma coisa natural, ela é necessária, a menos que a gente queira, por exemplo, acabar com o simples nacional.”
LOC.: O Simples Nacional foi desenvolvido para simplificar o pagamento de tributos e estimular o empreendedorismo. O regime reúne diversos impostos em uma única guia. Atualmente, é o principal regime tributário aplicado aos pequenos negócios no país.
Reportagem, Álvaro Couto.