Saúde - undefined·17 de julho de 2019

Secretaria de Saúde de Roraima registrou 48 novos casos de hanseníase em 2019

O objetivo é alertar a importância do diagnóstico precoce, tratamento oportuno e ações de controle

Por Agência do Rádio
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Uma das doenças mais antigas do mundo, a hanseníase ainda afeta os roraimenses. Só em 2019, a Secretaria de Saúde de Roraima já contabilizou 46 casos novos. Mesmo com a queda no número de pessoas diagnosticadas com a enfermidade, registrada nos últimos anos – de 133, em 2017, para 107, em 2018 –, as autoridades estaduais de saúde estão em alerta e orientam os municípios em ações de conscientização e orientação. O objetivo é alertar a importância do diagnóstico precoce, tratamento oportuno e ações de controle.

Quando se fala de hanseníase, muitas pessoas ainda desconhecem os sinais e sintomas e não procuram tratamento. Por conta disso, a infecção causada por uma bactéria pode se espalhar, contaminando novas pessoas. O que pouca gente sabe também é que a enfermidade tem tratamento e cura e, já nas primeiras dosagens, o risco de transmissão é interrompido. Em Roraima, o percentual de pessoas curadas, em 2017, foi de 80,8%. Em 2018, ficou em 71,3%.

A infectologista Cristiane Menezes explica o modo de contaminação da hanseníase.

“A hanseníase é transmitida pelas vias aéreas superiores através de tosse ou espirro, por meio do convívio próximo e prolongado com uma pessoa doente e sem tratamento. O tratamento é disponibilizado nas Unidades Básicas de Saúde e em centros de referências do SUS.”

Vale lembrar que pessoas em tratamento não transmitem a doença. A hanseníase aparece em manchas amarronzadas, avermelhadas e/ou esbranquiçadas na pele. A recomendação é buscar ajuda médica, caso algum desses sinais apareçam. 

Créditos: Ministério da Saúde

O exame para diagnóstico é feito em Unidade Básica de Saúde. Além das unidades mais próximas, Roraima ainda conta com o Hospital Coronel Mota, na capital, referência no estado. 

A coordenadora-geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação do Ministério da Saúde, Carmelita Ribeiro Filha, explica que o tratamento é uma combinação de antibióticos que devem ser tomados sem interrupção, de acordo com orientação médica.

“O tratamento para hanseníase é único no mundo, no Brasil, na Índia, onde tem a doença. A frequência de ter alguma intolerância a algum desses medicamentos é pequena, mas existe. O serviço onde está sendo acompanhado é perfeitamente capaz de substituir o medicamento que tiver intolerância. O tratamento tem cura. A combinação de antibióticos é altamente eficaz, fazendo dentro do tempo correto, ele tem 100% de eficácia.”

Por isso, o importante é ficar atento aos sinais do seu corpo. Ao surgimento de qualquer mancha em que você perceba a perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, calor ou frio, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores as chances de sequelas. A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/hanseníase. 

Créditos: Ministério da Saúde

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