Educação - undefined·30 de abril de 2019

RS: ‘Profissões do futuro’ surgem como opção para quem quer se inserir no mercado de trabalho

Com a revolução industrial, SENAI tem formado trabalhadores para lidar com novas tecnologias e processos automatizados

Por Sara Rodrigues
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A chegada da quarta revolução industrial, conhecida como Indústria 4.0, tem transformado o mercado de trabalho em todo o mundo. As profissões, que anteriormente demandavam muita necessidade operacional, evoluíram. Hoje, muito mais que saber operar uma máquina, é necessário formar trabalhadores que saibam identificar erros, tenham pensamento crítico e utilizem mais a mente do que as mãos. 

O SENAI no Rio Grande do Sul, por exemplo, é umas das instituições do estado que tem essa visão de futuro. Por ano, são cerca de 90 mil trabalhadores gaúchos treinados e capacitados para a indústria local. 

Aos 15 anos, Willian Gomes começou um curso de mecânica no SENAI. Ele tinha o sonho de se formar na área e voltar à escola para ajudar a capacitar outros profissionais. O plano deu certo e, agora, aos 31, ele é professor auxiliar na Faculdade SENAI de Tecnologia (FATEC), no curso de tecnólogo em automação industrial, que envolve a utilização de máquinas e softwares para tornar automáticos processos industriais. 

Para ele, o SENAI teve um papel importantíssimo na sua formação e na profissão que exerce. “Hoje, para você conseguir o primeiro emprego, é bastante complicado, então eu tive bastante incentivo por parte da minha família para começar no SENAI”, lembra ele. 

Entre as principais tecnologias habilitadoras da Indústria 4.0, está a Internet das Coisas, Impressão 3D (manufatura aditiva), Computação em Nuvem e Inteligência Artificial. Essas tecnologias envolvem a incorporação entre componentes físicos e virtuais. 

O diretor regional do SENAI no Rio Grande do Sul, Carlos Trein, explica que a formação precisa ser capaz de ensinar o profissional a lidar com essa revolução industrial. Para isso, lembra que é necessário treinar habilidade de resolução de problemas, melhorar a capacidade de trabalho em equipe e reforçar a importância do empreendedorismo e da iniciativa profissional. 

Trein afirma que nas unidades gaúchas os cursos já são oferecidos de forma que os trabalhadores consigam se atualizar a cada uma das novas tecnologias.  “Então quando, no ambiente de trabalho, for falado de manufatura híbrida, sistemas de prototipação, de manufatura digital, processamento em nuvem, ele [o trabalhador] vai poder acompanhar esses movimentos com muita propriedade”, explicou. 

Formação de mão de obra
O SENAI é uma das nove instituições que compõem o Sistema S, conjunto de entidades dedicadas a profissões e trabalhadores. No caso do SENAI, o objetivo é capacitar e treinar trabalhadores para a indústria, ajudando jovens a entrarem no mercado de trabalho e aumentando a capacidade de produção industrial. 

O deputado federal Giovani Feltes (MDB-RS) defende que o Sistema S é um dos poucos modelos educacionais no país que prezam pela formação de mão de obra. “Tem uma alta relevância, uma boa capilaridade, uma reconversão. É um sistema que tem apresentado resultado e números bastante significativos”, salientou. 

Para ele, o Sistema S presta um bom serviço para milhões de brasileiros. “Deve e merece um olhar mais atento, transparente e que possa assegurar a permanência do mesmo ofertando bons serviços e formando bons profissionais”, completou.

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SOBRE

Sara Rodrigues

Sara iniciou a carreira jornalística como estagiária da Agência do Rádio, em 2014. Foi repórter da UnBTV durante 1 ano e 6 meses e retornou para a redação da ARB como repórter. É responsável pela coluna Diversão em Pauta, e cobre Política Internacional.

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