Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Relatório Focus eleva de 2,39% para 2,65% estimativa de crescimento do PIB em 2022

Instituições financeiras reviram, para cima, pela 12ª semana consecutiva, a projeção de estimativa de expansão da economia do país para este ano. Previsão para a inflação também caiu


O mercado aumentou de 2,39% para 2,65% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2022. É o que mostra o Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central, nesta segunda-feira (19). Esta foi a 12ª semana consecutiva em que as instituições financeiras reviram para cima a projeção de estimativa de expansão da economia do país para este ano. 

Há quatro semanas, o mercado apostava que a economia brasileira cresceria 2,02% em 2022. A atualização vem quatro dias após a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia elevar de 2% para 2,7% a sua estimativa de alta do PIB. 

Para Carlos Eduardo de Freitas, ex-diretor do Banco Central, o otimismo crescente quanto ao futuro imediato da economia brasileira tem várias explicações. “Se você olhar a economia, a conjuntura não está ruim, não. O estado fiscal é muito bom. A relação dívida/PIB está se aproximando de uma situação bem mais tranquila. A subida da taxa de juros fez efeito sobre a inflação, que está caindo. E há uma grande capacidade ociosa e bastante mão de obra empregada, ou seja, há um espaço para a economia crescer”, avalia. 

Em relação ao PIB de 2023, as instituições que compõem o Relatório Focus mantiveram a projeção da semana passada: alta de 0,5%.“Para o ano que vem, as expectativas são boas, porque a nova administração, seja da oposição ou a atual, vai encontrar uma situação fiscal em que a dificuldade vai ser só manter o que já foi feito por esse governo. Eu acho que tem espaço para o próprio governo aumentar o investimento público em infraestrutura”, acredita Carlos Eduardo.  

Inflação e taxa de juros

Já em relação à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou o mês de agosto em 8,73%, o mercado revisou-o para baixo. A expectativa é de que a inflação feche o ano em torno de 6%. Foi a 12ª atualização, para baixo, seguida da inflação para 2022. Para o ano que vem, a projeção continua em 5,2%. 

O mercado também acredita que a Selic, a taxa básica de juros da economia, vai fechar o ano em 13,75%, mesmo patamar atual. Para o ano que vem, a estimativa é de que o Bacen derrube a Selic em 2,5%, atingindo os 11,25%. 

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LOC.: O mercado aumentou de 2,39% para 2,65% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto, o PIB, do Brasil em 2022. É o que mostra o Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central, nesta segunda-feira (19). Esta foi a décima segunda semana consecutiva em que as instituições financeiras reviram para cima a projeção da estimativa de crescimento da economia do país para este ano. 

A atualização vem quatro dias após a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia elevar de 2% para 2,7% a estimativa própria de alta do PIB. Para o ex-diretor do Banco Central Carlos Eduardo de Freitas, o otimismo crescente quanto ao futuro imediato da economia brasileira tem várias explicações. 

TEC./SONORA: Carlos Eduardo de Freitas, ex-diretor do Banco Central
 

“Se você olhar a economia, a conjuntura não está ruim não. O estado fiscal é muito bom. A relação dívida/PIB está se aproximando de uma situação bem mais tranquila. A subida da taxa de juros fez efeito sobre a inflação, que está caindo. E há uma grande capacidade ociosa e bastante mão de obra empregada, ou seja, há um espaço para a economia crescer”. 
 

LOC.: Em relação ao PIB de 2023, as instituições que compõem o Relatório Focus mantiveram a projeção da semana passada: alta de 0,5%. Já sobre a inflação, que fechou o mês de agosto em 8,73%, a expectativa do mercado é de que ela feche o ano em torno de 6%. 

O mercado também acredita que a Selic, a taxa básica de juros da economia, vai fechar o ano em 13,75%, mesmo patamar atual. Para o ano que vem, a estimativa é de que o Bacen derrube a Selic para 11,25%. 

Reportagem, Felipe Moura.