Política - Trânsito·22 de junho de 2020

Projeto que torna código de trânsito mais brando é analisado na Câmara dos Deputados

Texto de autoria do Executivo dobra pontuação necessária para que motoristas percam a carteira

Por Daniel Marques
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A Comissão Especial do Código de Trânsito Brasileiro da Câmara dos Deputados analisa em caráter conclusivo as mudanças sugeridas pelo presidente Jair Bolsonaro no Código de Trânsito Brasileiro para o tornar menos rígido. O Projeto de Lei 3267/19 dobra o número de pontos na carteira necessários para que o motorista perca temporariamente o direito de dirigir. Hoje, são necessários 20 pontos, Bolsonaro sugere que o limite seja de 40 pontos. O texto também pretende aumentar de 14 para 30 o número de pontos necessários para que motoristas profissionais precisem passar por curso de reciclagem.

O projeto de lei também amplia de cinco para dez anos a validade da CNH. Para idosos com mais de 65 anos, a validade sobe de três para cinco anos. Em caso de aprovação, o projeto também eliminaria a necessidade de motoristas de ônibus e caminhões serem submetidos a exame toxicológico para tirar a carteira. O projeto também tira de juízes o poder de cassar a habilitação de motoristas que forem condenados por algum delito de trânsito.

Já quem for pego transportando crianças com até sete anos e meio sem o uso da cadeirinha não vai poder mais ser multado. Em vez disso, vai receber uma advertência por escrito.

O PL também abranda a punição para quem andar com faróis desligados em rodovias. O procedimento passa a ser obrigatório somente em rodovias não duplicadas. Além disso, o delito passa a contar como infração leve e o motorista só será multado se for dono de empresa e não houver identificação do condutor. Contudo, o texto também insere na lei que novos carros produzidos no país precisam contar com luzes de rodagem diurna.

Como a comissão especial que analisa o tema na Câmara dos Deputados tem caráter conclusivo, não há necessidade de que o projeto seja votado em plenário, passando automaticamente para apreciação do Senado Federal.

SOBRE

Daniel Marques

Jornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB), com passagens em redações da capital. Trabalhou como repórter no Correio Braziliense e Rádio CBN, além de agências de comunicação. Atualmente, integra a redação do Brasil 61 com pautas de saúde e política.

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