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LOC.: Entre janeiro e outubro de 2024, o Ministério da Saúde repassou R$ 8,3 bilhões a estados e municípios, com o intuito de complementar o pagamento do piso da enfermagem. Só em outubro, foram destinados mais de R$ 716 milhões, de acordo com Portaria publicada na quarta-feira (30).
Em outubro, algumas unidades da federação não receberam valores destinados a gestão estadual, apenas municipal, como é o caso de Minas Gerais, Paraíba e Mato Grosso. Segundo o Ministério da Saúde, isso ocorre quando o ente já possui em conta um montante superior aos três últimos repasses.
Apesar disso, o coordenador geral de políticas remuneratórias do Ministério da Saúde, Fábio Maia, explica que os profissionais que têm direito ao pagamento do piso vão receber os valores normalmente.
TEC./SONORA: Fábio Maia, coordenador geral de políticas remuneratórias do Ministério da Saúde
“Seria apenas um acerto de contas, mas o dinheiro já estava na conta [do ente] anteriormente. Então, vai haver continuidade do pagamento, porque, até o presente momento, o Ministério da Saúde não pede o dinheiro de volta quando foi repassado indevidamente ou repassado a mais. Nesses casos, o ente federado nos informa que está na conta algum valor que não deveria ir para ele, mas sim para outro ente, e no mês seguinte, a gente repassa o que é devido aquele outro ente que não recebeu naquele mês, e desconta do que recebeu a mais.”
LOC.: Unidades da federação como Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Maranhão estão entre as que recebem os maiores valores, ao se considerar recursos para execução estadual e municipal. O especialista em orçamento público Cesar Lima explica que o valor que cada ente recebe não leva em conta a quantidade de habitantes, mas sim o número de profissionais que atuam naquele respectivo território.
TEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento público Cesar
“Alguns municípios recebem mais que outros, apesar de terem a mesma população, porque podem ter contratualização, por exemplo, com uma Santa Casa ou com algum hospital que atende 60% pelo SUS. A Lei Complementar 141 diz que todos os recursos de custeio têm que passar pelos Fundos Municipais ou Estaduais de Saúde. Então, estados e municípios recebem de acordo com o número de profissionais que têm.”
LOC.: O Ministério da Saúde também havia publicado uma Portaria de junho, para acerto de contas de entes federados. O documento informava o repasse de mais de R$ 172 milhões a cerca de 1.600 municípios, referentes a parcelas de maio a agosto de 2023.
Reportagem, Marquezan Araújo