Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

PIB: Brasil registrou crescimento de 2,9% em 2022

Setor de serviços, indústria e consumo das famílias impulsionan aumento do PIB, segundo o IBGE. Economista prevê crescimento menor em 2023


O Produto Interno Bruto (PIB) encerrou 2022 com alta de 2,9%, o que corresponde a um total de R$ 9,9 trilhões. O crescimento foi alavancado pelo bom desempenho do setor de serviços e da indústria, que cresceram 4,2% e 1,6%, respectivamente. Por outro lado, a agropecuária apresentou queda de 1,7% puxada pelo principal produto da lavoura brasileira, a soja. Apesar da alta no acumulado, no quarto trimestre do ano houve variação negativa de 0,2%. 

Os dados são do Sistema de Contas Nacionais, divulgados nesta quinta-feira (2), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o levantamento, também contribuíram de forma significativa com o crescimento registrado o consumo das famílias (4,3%) e as exportações de bens e serviços (5,5%). A coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, explica o que impulsionou o consumo no último ano.  

“Olhando pela ótica da demanda, o grande destaque foi o consumo das famílias que cresceu 4,3% no ano, beneficiado pela melhora nas condições de trabalho, no mercado de trabalho, pelo aumento do crédito, pelas desonerações fiscais e também pelos auxílios governamentais às famílias, apesar  dos juros altos”, afirma. 

O que é o Produto Interno Bruto, o PIB, do país?
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O economista Renan Gomes afirma que a alta de 2022 ainda é resultado das medidas adotadas para recuperação da economia após a pandemia, como a redução de tributos e o aumento nos programas de transferência de renda.  De acordo com o especialista, a expectativa para 2023 é de queda no crescimento do PIB. Ele ressalta a importância da aprovação da reforma tributária. 
 
“Embora ainda estejamos em um momento positivo do ciclo, com mais geração de empregos, a expectativa é que o crescimento diminua já em 2023, que naturalmente deve voltar para aquela taxa de crescimento esperada, que está abaixo de 2% no ano. Acho que a melhor estratégia que o governo pode adotar, pensando em um crescimento no futuro, é avançar com a reforma tributária, criando um ambiente tributário mais civilizado”, pontua Renan Gomes. 

A projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI) é de que o PIB brasileiro cresça 1,2% este ano. 

Setor de Serviços
De acordo com o IBGE, todas as atividades do setor de serviços apresentaram crescimento. O destaque foi o segmento denominado “outras atividades de serviços” (11,1%). 

Também tiveram bom desempenho: transporte, armazenagem e correio (8,4%), Informação e comunicação (5,4%); atividades imobiliárias (2,5%); administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade sociais (1,5%); comércio (0,8%); e atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (0,4%).

Indústria 
A indústria apresentou resultado positivo em 2022, com destaque para o desempenho da eletricidade e gás, água, esgoto e atividades de gestão de resíduos (10,1%). Outro segmento que também apresentou bons números foi o da construção (6,9%). Por outro lado, as indústrias de Transformação tiveram resultados negativos de 0,3%. Já as indústrias extrativas caíram 1,7%.
 

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LOC.: O Produto Interno Bruto, o PIB, brasileiro encerrou 2022 com alta de 2,9%, o que corresponde a um total de R$ 9,9 trilhões. O crescimento foi alavancado pelo bom desempenho do setor de serviços e da indústria, que cresceram 4,2 e 1,6%, respectivamente. Por outro lado, a agropecuária apresentou queda de 1,7% puxada pelo principal produto da lavoura brasileira, a soja. Apesar da alta no acumulado, no quarto trimestre do ano houve variação negativa de 0,2%. 

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira  pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE. Segundo o levantamento, o consumo das famílias e as exportações de bens e serviços também contribuíram de forma significativa com o crescimento registrado . A coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, explica o que impulsionou o consumo no último ano.  
 

TÉC.SONORA: Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE

“Olhando pela ótica da demanda, o grande destaque foi o consumo das famílias que cresceu 4,3% no ano, beneficiado pela melhora nas condições de trabalho, no mercado de trabalho, pelo aumento do crédito, pelas desonerações fiscais e também pelos auxílios governamentais às famílias, apesar  dos juros altos.”


LOC.:  O economista Renan Gomes afirma que a alta de 2022 ainda é resultado das medidas adotadas para recuperação da economia após a pandemia, como a redução de tributos e o aumento nos programas de transferência de renda. De acordo com o especialista, a expectativa para 2023 é de queda no crescimento do PIB. Ele ressalta a importância da aprovação da reforma tributária. 

TÉC./SONORA: Renan Gomes, economista 

“Embora ainda estejamos em um momento positivo do ciclo, com mais geração de empregos, a expectativa é que o crescimento diminua já em 2023, que naturalmente deve voltar para aquela taxa de crescimento esperada, que está abaixo de 2% no ano. Acho que a melhor estratégia que o governo pode adotar, pensando em um crescimento no futuro, é avançar com a reforma tributária, criando um ambiente tributário mais civilizado.”
 


LOC.: De acordo com o IBGE, todas as atividades do setor de serviços apresentaram crescimento. Já a indústria apresentou resultado positivo em 2022, com destaque para o desempenho da eletricidade e gás, água, esgoto e atividades de gestão de resíduos e da construção. Por outro lado, as indústrias extrativas e de Transformação tiveram resultados negativos.

Reportagem, Fernando Alves