Foto: aleksandarlittlewolf/Freepik
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Pela primeira vez em 10 meses, empresários da indústria estão otimistas, aponta levantamento

Para gerente de Análise Econômica da CNI, alta do Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) se deve, principalmente, ao início do cilco de queda da taxa básica de juros


Pela primeira vez em 10 meses, os empresários da indústria estão otimistas com o futuro da economia brasileira. É o que aponta levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgado no último dia 10. 

Em agosto, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) cresceu 2,1 pontos, passando de 51,1 pontos para 53,2 pontos. Ao se afastar da linha divisória dos 50 pontos, o indicador mostra que a confiança está maior e mais disseminada entre os empresários. 

O ICEI é composto por dois subíndices. O Índice de Condições Atuais, que mede a percepção dos industriais sobre a situação da economia e das empresas no presente, em relação aos últimos 6 meses, e o de Expectativas, que projeta o cenário para a economia e os negócios nos próximos 6 meses. 

O componente que mede a projeção para o futuro da economia saltou de 48,2 para 51,5 pontos, ultrapassando a marca dos 50 pontos pela primeira vez desde outubro do ano passado. Já em relação ao futuro das empresas, o componente passou de 56,7 para 58,6. Com o aumento do otimismo sobre o futuro da economia e das empresas, o Índice de Expectativas fechou agosto em 56,2 pontos. 

"Certamente o anúncio do corte da taxa básica de juros, a Selic, já no início de agosto, influenciou esse resultado e trouxe uma confiança maior para os empresários, o que se refletiu no ICEI", afirma o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo. 

Vice-presidente da Frente Parlamentar Mista da Indústria, o deputado federal Sílvio Costa Filho (Republicanos-PE) afirma que o governo federal tem trabalhado para dar previsibilidade aos agentes econômicos e que isso permitiu a diminuição da taxa de juros. 

Ele diz que, quanto mais os juros caem, mais o consumo cresce e, por consequência, há impacto positivo sobre a indústria e outros setores produtivos. "Quanto mais os juros baixam, tem mais crédito e as pessoas tomam mais empréstimos para consumir e empreender. Isso é fundamental. A redução é muito saudável para o Brasil e vou torcer para que se equilibre cada vez mais", pontua. 

O otimismo em relação ao futuro da economia percebido entre os industriais pode ser percebido em outras frentes, diz o parlamentar. "A perspectiva do mercado em janeiro era o país crescer de 0,6% a 0,8% em 2023. Hoje, a gente já percebe o mercado sinalizando 2,5% a 2,6%. Isso é um movimento importante." 

Condições atuais

O indicador que mede o sentimento dos industriais quanto ao presente econômico e dos negócios também subiu em agosto. Agora, está em 47,3 pontos. O Índice de Condições Atuais continua abaixo dos 50 pontos, o que demonstra uma percepção de piora da atividade, em comparação há 6 meses. No entanto, o avanço permite afirmar que essa percepção ficou mais fraca e menos disseminada entre os empresários do setor. 

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LOC.: Pela primeira vez em 10 meses, os empresários da indústria estão otimistas com o futuro da economia brasileira. É o que aponta levantamento da Confederação Nacional da Indústria, a CNI.

O componente que mede a projeção para o futuro da economia ultrapassou a marca dos 50 pontos pela primeira vez desde outubro do ano passado. Já em relação ao futuro das empresas, o componente passou de 56,7 para 58,6 pontos. Com o aumento do otimismo sobre o futuro da economia e das empresas, o Índice de Expectativas fechou agosto em 56,2 pontos. Para o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, isso se deve à queda da taxa de juros. 
 

TEC./SONORA: Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI
"Certamente o anúncio do corte da taxa básica de juros, a Selic, já no início de agosto, influenciou esse resultado e trouxe uma confiança maior para os empresários, o que se refletiu no ICEI."


LOC.: Vice-presidente da Frente Parlamentar Mista da Indústria, o deputado federal Sílvio Costa Filho, do Republicanos de Pernambuco, afirma que o governo federal tem trabalhado para dar previsibilidade aos agentes econômicos e que isso permitiu a diminuição da taxa de juros. 

Ele diz que, quanto mais os juros caem, mais o consumo cresce e, por consequência, há impacto positivo sobre a indústria e outros setores produtivos.
 

TEC./SONORA: deputado federal Silvio Costa Filho (Republicanos-PE)
"Quanto mais os juros baixam, tem mais crédito e as pessoas tomam mais empréstimos para consumir e empreender. Isso é fundamental. A redução é muito saudável para o Brasil e vou torcer para que se equilibre cada vez mais."


LOC.: Outro indicador que subiu em agosto foi o Índice de Condições Atuais, que mede a percepção dos industriais sobre a situação da economia e das empresas no presente, em relação aos últimos 6 meses. Apesar da melhoria, o indicador continua abaixo dos 50 pontos, o que significa que a avaliação sobre as condições atuais permanece negativa.

Reportagem, Felipe Moura.