Educação - undefined·16 de maio de 2019

Pará ganhará a primeira unidade móvel do SENAI para cursos na área de mecânica automotiva

Em 2018, as unidades móveis foram responsáveis por 2.263 qualificações, em cerca de 30 municípios do estado, incluindo a região metropolitana de Belém

Por Camila Costa
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A população do Pará tem à disposição atualmente 15 unidades móveis do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). Até o fim deste semestre, as cidades do interior poderão contar com estudos na área de mecânica automotiva. Uma das estruturas itinerantes está sendo revitalizada e transformada em uma carreta para o segmento de automóveis, com nove opções de cursos, como noções de climatizador automotivo, o famoso ar condicionado, e de injeção eletrônica.

As unidades móveis são carretas semirreboques totalmente customizadas com todo o instrumental necessário para diversos levar cursos de qualificação ou aperfeiçoamento profissional para onde não há escolas. Segundo o diretor do Centro de Desenvolvimento da Amazônia e da Unidade Operacional do SENAI Belém/Pará, Carlos Fernando Ribeiro da Silva, a nova unidade era usada para cursos na área de construção civil, até que a demanda por mecânica automotiva cresceu na região. 

“Essa unidade móvel está passando por um processo de revitalização. Tem que desmobilizar o que tinha antes para fazer os ajustes necessários para a atual realidade, que é voltada só para a parte de veículos. A parte interna já está toda recuperada na questão elétrica, vai entrar na parte de pintura e a parte externa. Depois é só alocar os equipamentos”, explica o diretor.

Em 2018, as unidades móveis foram responsáveis por 2.263 qualificações, em cerca de 30 municípios do Pará, incluindo a região metropolitana de Belém. São cursos nas áreas de alimentos e bebidas, construção civil, eletroeletrônica, informática, mecânico de motocicletas, soldagem, vestuário e de manutenção de mecânica industrial. Em média, cada turma tem 20 alunos, em três turnos.

Para Carlos Fernando, as unidades móveis são a maior inovação do Sistema S, porque possibilitam levar qualificação até quem não teria acesso. “Quando a gente chega com uma unidade móvel dessa, para fazer a capacitação, a gente sente a carência do povo. E a nossa satisfação depois de fazer, porque essas pessoas podem muito bem gerar a própria renda no seu local de origem. Podem também suprir as necessidades de mercado, então, podem transformar aquele município, fazer com que o município cresça com ele”, pondera.

É o caso da confeiteira e aluna Lígia Freitas Pinto, de 30 anos. Ela fez o primeiro curso, de panificação, em uma unidade móvel no ano passado, e agora está finalizando o de confeiteira. Lígia mora a 15 minutos de carro da unidade onde faz o curso. “Um curso não tão demorado e de qualidade me interessou muito. Não exige muito meu tempo, posso fazer outras coisas e ainda tem a facilidade de ser acessível, por ser uma unidade móvel. Às vezes ela se locomove, mas eu posso ir e é algo que não me prende”, conta.

Lígia está com a expectativa de abrir o próprio negócio assim que tiver com o certificado em mãos. “O curso me mostrou muitas coisas. Tanto de estrutura de estabelecimento, que eles mostram como deve ser, quanto referente à produção, como vou fazer, a quantidade. Isso me abriu os olhos para eu fazer de forma correta, porque eles vão ensinar ao máximo. É muito legal o trabalho que tem lá”, elogia ela.

As 15 unidades móveis do SENAI no Pará oferecem estrutura e equipamentos modernos e têm como principal característica a flexibilidade para levar os cursos até cidades mais afastadas dos grandes centros ou que não tenham unidades fixas. 

Para mais informações, você pode ligar para (91) 4009-4770 ou acessar o site www.senaipa.org.br.

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SOBRE

Camila Costa

Jornalista formada há 10 anos, foi repórter de política no Jornal Tribuna do Brasil, do Jornal Alô Brasília e do Jornal de Brasília. Por cinco anos esteve no Correio Braziliense, como repórter da editoria de Cidades. Foi repórter e coordenadora de redação na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), vinculada à Presidência da República. Recebeu, por duas vezes, o Prêmio PaulOOctavio de Jornalismo e, em 2014, o Prêmio Imprensa Embratel/Claro 15° Edição. Hoje, Camila é repórter da redação da Agência do Rádio.

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