Dos cinco municípios que compõem a microrregião de Maringá, quatro correm alto risco de viver um surto de dengue neste ano. Foram registrados quase 4,4 mil casos confirmados da doença na região nos últimos seis meses. A incidência para as cidades da região indica que, a cada 142 moradores, um teve dengue neste ano. Os dados são da Secretaria de Saúde do estado do Paraná.
Maringá registrou a terceira maior incidência de dengue de todo o estado desde agosto, com 2.880 casos confirmados, segundo o Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria estadual de Saúde. Sarandi é a segunda cidade da região de Maringá com maior número de infecções, chegando a 919 casos confirmados no mesmo período.
O Secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, falou sobre os recursos empregados pela Secretaria no combate ao Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue, e sobre a participação da população nessa luta. Vamos ouvir:
“Agora, liberamos R$ 5 milhões para os municípios em epidemia e em alerta para ajudar no manejo clínico desses serviços de saúde dos municípios. O governador já tinha decretado estado de alerta. Nós continuamos seguindo o dia-a-dia e, infelizmente, passamos por este momento. A notícia que nós queremos dar é que a proliferação do mosquito pode ser diminuída se nós conseguirmos diminuir os focos do mosquito Aedes aegypti. Por isso a necessidade de insistir, de falar, de reiterar que precisamos estar todos juntos nessa luta.”
Na região de Maringá, apenas o município de Mandaguari não apresenta alto risco de surto de dengue. Todos os outros municípios apresentam mais de 300 casos a cada 100 mil habitantes. A incidência no estado está acima de 500 casos a cada 100 mil habitantes, situação que levou o governo estadual a decretar estado de alerta contra a dengue. Dos quase 400 municípios paranaenses, 78 já enfrentam epidemia da doença.
O coordenador-Geral de Vigilância em Arboviroses do Ministério da Saúde, Rodrigo Said, lembra que combater os focos do mosquito transmissor é responsabilidade de toda a população e que isso deve ser feito dentro das casas.
“A gente chama a população para participar efetivamente para reduzir os criadouros dentro do domicílio. Então, é importante estar atento a caixa d’água, se ela está aberta ou não, a limpeza das calhas, a verificação constante da presença de água em bandeja de ar-condicionado, geladeira, dos pratinhos de vasos de planta.”

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes.