Brasil - undefined·19 de maio de 2020

MA: Federação das Indústrias incentiva consumo de produtos locais para dar sobrevida às empresas

Entidade tenta estimular operação de empresas durante a pandemia, em um esforço para preservar empregos e reduzir impactos econômicos do setor

Por Daniel Marques
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“Produto maranhense, melhor para nossa gente”. É com essa mensagem que a Federação das Indústrias do Maranhão (FIEMA), por meio de uma campanha digital, incentiva a população a comprar itens produzidos no estado. Com isso, a entidade tenta estimular a operação de empresas durante a pandemia, em um esforço para preservar empregos e reduzir os impactos econômicos do setor produtivo.

Por decisão judicial, o Maranhão foi o primeiro estado brasileiro a decretar isolamento total, com medidas que vão desde a suspensão de atividades não essenciais até o uso obrigatório de máscara em todos os locais públicos. Com boa parte do comércio fechado em São Luís, Paço do Lumiar, São José de Ribamar e Raposa até 15 de maio, a FIEMA recomenda que os moradores dessas cidades deem preferência aos negócios locais, inclusive em compras pela internet. 

“Quando o consumidor local opta por consumir o que é produzido no Maranhão, ele está contribuindo com a geração de mais emprego e renda, para a ampliação da arrecadação, para o fortalecimento da indústria, do comércio e dos serviços locais, gerando um círculo virtuoso, tendo um impacto direto na melhoria da qualidade de vida daqueles que vivem no Maranhão”, ressalta o presidente da FIEMA, Edilson Baldez das Neves.

Segundo ele, as artes da campanha podem ser replicadas livremente por quem desejar promover empresas e autônomos do estado. Mais informações podem ser acessadas em fiema.org.br e nos perfis da FIEMA no Facebook e no Instagram.

Medidas contra a crise

Em outra iniciativa para amenizar a queda nas vendas e no faturamento, a FIEMA entregou ao governador Flávio Dino uma lista de medidas que podem dar sobrevida às empresas instaladas no estado.

Entre as reinvindicações, estão o comprometimento do governo estadual de não atrasar pagamentos de seus fornecedores de serviços e produtos; a redução de tributos estaduais incidentes sobre os serviços públicos de energia, água, comunicação, combustíveis e transporte; e a priorização em todas as compras, tanto na administração direta como indireta, para a aquisição de bens produzidos pela indústria maranhense, principalmente alimentos, produtos de limpeza e higiene pessoal.

Em março, a entidade já havia pedido a prorrogação por seis meses do pagamento do ICMS devido pelas empresas cadastradas no Simples Nacional e solicitado que as companhias com débitos não fossem inscritas na dívida ativa durante o período da crise do novo coronavírus.

“Essas reivindicações que a FIEMA fez tem o propósito de permitir que essas indústrias tenham fôlego em seu orçamento, tenham condições de atravessar esse momento de dificuldade e possam reduzir os resultados negativos”, pontua o superintendente da FIEMA, César Miranda.

Uma consulta realizada pela Coordenação de Ações Estratégicas da Federação das Indústrias do Maranhão, entre 15 e 21 de abril, revelou que 88,1% das empresas consultadas tiveram a produção afetada negativamente. As principais dificuldades relatadas pelos empresários estão relacionadas à logística de transportes, à obtenção de insumos ou matérias-primas e ao honrar pagamentos rotineiros, como tributos e salários.

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SOBRE

Daniel Marques

Jornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB), com passagens em redações da capital. Trabalhou como repórter no Correio Braziliense e Rádio CBN, além de agências de comunicação. Atualmente, integra a redação do Brasil 61 com pautas de saúde e política.

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