Saúde - undefined·31 de janeiro de 2020

Casos de Aids, HIV e sífilis diminuem em Fortaleza

Em 2019, 827 notificações de sífilis adquirida em relações sexuais foram registradas na capital – 347 casos a menos que no ano anterior

Por Agência do Rádio
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Segundo dados da Secretaria de Saúde do Ceará, a capital Fortaleza apresentou redução nos casos de Aids, HIV e sífilis – infecções que são transmitidas via relação sexual sem proteção. Os números mostram que os casos de Aids caíram de 450 notificações, em 2018, para 274 em 2019. Ao todo, 117 pessoas morreram no ano passado por conta da Aids.  Em relação ao vírus HIV, foram 1.009 notificações em 2018, contra 691 em 2019. 

A mesma redução ocorreu com a sífilis – doença que demora a apresentar sintomas e que muitas pessoas transmitem por não saberem que têm. Em 2019, 827 notificações de sífilis adquirida em relações sexuais foram registradas na capital – 347 casos a menos que no ano anterior. Sífilis em gestantes caiu de 948 casos para 563, e a sífilis congênita – transferida de mãe para filho durante a gestação ou parto – chegou a 480 registros em 2019. 

A dona de casa Cleudileuza Azevedo, de 49 anos, convive há anos com o HIV. Moradora de Horizonte, no Ceará, Cleudileuza foi diagnosticada em 1993 com o vírus, ao fazer exames de rotina. Segundo a dona de casa, o falecido marido era usuário de drogas injetáveis e contraiu o HIV ao compartilhar uma seringa com pessoas desconhecidas. Ao terem relação sexual sem o uso do preservativo, ela não imaginava que acabaria sendo contaminada.

“É um susto e um alerta. Porque na época a gente ouvia pouco se falar em HIV. A população relacionava o HIV apenas aos homossexuais, não tinha informação. Preservativo ou era na farmácia ou por acaso na unidade de saúde, se o médico indicasse quando a mulher tinha problema com o anticoncepcional. Eu digo que eu fui uma das pessoas que conheci com melhor aceitação ao HIV. Eu coloquei na cabeça que eu ia viver, que tinha filho para criar.”

Entre 2009 e 2019, mais de 11 mil casos foram detectados de Aids e HIV em todo o estado do Ceará. Do total de pessoas identificadas com Aids entre esses anos, 72,4% são do sexo masculino e 27,5%, do sexo feminino. A faixa etária mais atingida pelas duas doenças é de 20 a 29 anos. Segundo Lea Barroso, assessora técnica do Núcleo de Prevenção da Secretaria de Saúde do Ceará, uma das causas principais de infecção pelos vírus no estado é a falta do uso de preservativo durante as relações sexuais.

“O principal método que a gente tem é o uso da camisinha, a gente não pode deixar de falar sobre a importância do uso do preservativo, tanto masculino quanto feminino. E, paralelo a isso, a gente trabalha em cima das questões de redução dos riscos que existem na vida sexual, o número de parcerias, uso de drogas. E o teste rápido, na verdade você fazendo o teste e descobrindo como está sua saúde e do parceiro, mesmo aqueles que não querem o uso da camisinha, é uma forma de prevenção e cuidado para que você se organize em relação a essa relação sexual”.

O tratamento, que permite uma melhora na qualidade de vida e interrompe a transmissão dessas infecções, é oferecido de forma gratuita por todas as unidades do Sistema Único de Saúde, o SUS. Além disso, todas as Unidades de Saúde têm testes para a detecção das infecções. O tratamento é gratuito. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/ist. 

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