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LOC.: O Boletim InfoGripe da Fiocruz, referente ao período de 15 a 21 de fevereiro, aponta aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, a SRAG, em Goiás, Sergipe e Rondônia.
Segundo o levantamento, o cenário está relacionado ao crescimento das internações por rinovírus e vírus sincicial respiratório, o VSR.
Rondônia, além do VSR, registra avanço nas hospitalizações por influenza A, especialmente entre jovens e adultos.
De acordo com a pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, o estudo também constatou indícios de manutenção do aumento das internações por influenza A no Pará e Ceará, e por rinovírus em São Paulo e no Distrito Federal, porém ainda sem impacto nos casos de SRAG.
A análise destaca ainda que, na Região Norte, os estados do Acre, Amazonas e Roraima seguem em alerta para SRAG devido à alta de casos de influenza A.
O VSR, por sua vez, apresenta comportamentos distintos na região: os registros caem no Amazonas, mas seguem em alta no Acre e em Roraima.
Entre as capitais, Boa Vista e Porto Velho apresentam crescimento, principalmente em crianças pequenas. Já Manaus e Rio Branco também estão em nível de risco, mas sem tendência de alta no longo prazo.
Em 2026, já foram contabilizados mais de OITO MIL E DUZENTOS casos de SRAG no país. As últimas quatro semanas epidemiológicas apontam que o rinovírus é o agente mais detectado entre os casos positivos, seguido por covid-19 e influenza A.
Em relação aos óbitos, a covid-19 responde por metade das mortes registradas, seguida pela influenza A e pelo rinovírus.
O estudo indica que a incidência e a mortalidade por SRAG seguem mais elevadas nas faixas etárias extremas: crianças pequenas concentram os casos, enquanto os idosos apresentam os maiores índices de óbitos.
Reportagem, Maria Clara Abreu.