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LOC.: Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave apresentam início de queda após quase cinco meses consecutivos de alta no Brasil. É o que aponta a mais recente edição do Boletim InfoGripe divulgada pela Fiocruz.
A redução nacional é explicada, principalmente, pelo crescimento mais lento das internações causadas pelo vírus sincicial respiratório, o VSR, e pela queda das hospitalizações por influenza A e influenza B.
Ainda assim, o levantamento alerta que o número de ocorrências ainda permanece elevado em grande parte do país. Os casos de SRAG associados ao VSR continuam em alta em todos os estados da Região Sul, além de Minas Gerais, São Paulo e Roraima. No restante do país, a Fiocruz já identifica estabilização ou redução das ocorrências.
Em relação à influenza A, o estudo mostra que o período de maior circulação do vírus já terminou. Mesmo assim, os casos graves ainda permanecem em níveis elevados no Acre, em Minas Gerais, no Paraná, em Roraima e em São Paulo.
Já a influenza B segue em crescimento em diversos estados do Centro-Sul, entre eles Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Por outro lado, Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo já apresentam sinais de estabilização ou início de redução dos casos.
O boletim também destaca a situação do Amazonas, onde o aumento das ocorrências de SRAG entre idosos está, provavelmente, relacionado ao crescimento das hospitalizações por Covid-19.
Mesmo com o início da queda nas hospitalizações por SRAG, os pesquisadores recomendam a manutenção das medidas de prevenção, entre elas: cobrir boca e nariz com o braço ao tossir ou espirrar; lavar as mãos com frequência; permanecer em isolamento ao apresentar sintomas de gripe ou resfriado; usar máscara caso seja necessário sair de casa durante o período de sintomas; e manter a vacinação em dia, especialmente entre os grupos de maior risco.
Reportagem, Paloma Custódio