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LOC.: Os Institutos SENAI de Inovação têm criado, testado e implementado projetos em energias eólica, fotovoltaica e biomassa para ampliar o potencial de energias renováveis no Brasil. A inovação, segundo a Confederação Nacional da Indústria, é “fundamental” para que o país aproveite a oportunidade de desenvolvimento produtivo em uma economia de baixo carbono.
Na visão do diretor de Desenvolvimento Industrial e Economia da CNI, Rafael Lucchesi, o Brasil possui uma oportunidade para desenvolvimento das áreas produtivas.
TEC./SONORA: Diretor de Desenvolvimento Industrial e Economia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Rafael Lucchesi
"Nós temos uma estabilidade geopolítica que é importante e um enorme potencial de produção de energia verde. Se nós acertarmos a mão de uma coordenação como projeto de país em torno da transição digital e da transição verde, o Brasil certamente vai emergir em um ciclo virtuoso de desenvolvimento.”
LOC.: A pesquisadora do Instituto SENAI em Biomassa de Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, Melina D'Ávila aponta que a matriz energética mundial é, hoje, dependente de combustíveis fósseis, oriundos do petróleo.
A biomassa possui potencial para a produção de energia limpa e sustentável. Trata-se de um material orgânico vegetal ou animal que pode vir da madeira, dos resíduos orgânicos, de óleos vegetais e de vegetais não lenhosos. A principal área de atuação dos Institutos SENAI de Inovação em Biomassa, reforça Melina, concentra-se no uso e reaproveitamento desses recursos.
TEC./SONORA: Melina D'Ávila, pesquisadora do Instituto SENAI em Biomassa, de Três Lagoas (MS)
“O Brasil tem um potencial imenso, porque temos uma área agrícola muito grande. Então, podemos plantar insumos para virar combustíveis. Nós já trabalhamos com projeto do uso de resíduos da indústria de milho, por exemplo, para fazer um etanol de segunda geração.”
LOC.: Outra forma de aumentar o potencial de energias renováveis na indústria brasileira é por meio de soluções no mercado eólico. Em Natal, no Rio Grande do Norte, o ISI de Energias Renováveis utiliza o túnel de vento, que permite fazer testes aerodinâmicos para o mercado de energia eólica — e trouxe para o Brasil tecnologias que eram acessíveis apenas em outros países.
Reportagem, Nathália Guimarães