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LOC.: O faturamento real da indústria de transformação cresceu 4,9% em fevereiro deste ano, segundo levantamento mais recente da Confederação Nacional da Indústria, a CNI. Em janeiro, o índice havia avançado 1,3% e, agora, acumula alta de 6,2% em relação a dezembro de 2025.
Apesar da sequência de resultados positivos, os dados ainda não indicam uma retomada consistente do ritmo de crescimento do setor. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o faturamento industrial registra queda de 8,5% no acumulado do primeiro bimestre de 2026.
Segundo o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, os resultados devem ser interpretados com cautela.
TEC./SONORA: Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI
“Esses resultados não reverteram as quedas dos últimos meses de 2025 e dificilmente isso vai acontecer nos próximos meses. Mesmo que haja mais alguma alta, a comparação do mesmo período deste ano de 2026 com 2025 provavelmente ainda mostrará resultados negativos por algum tempo, refletindo essas dificuldades que a indústria veio acumulando no final do ano passado.”
LOC.: Outro indicador que exige atenção é o de horas trabalhadas na produção. De acordo com o levantamento, o índice cresceu 0,7% em fevereiro, registrando a segunda alta consecutiva. Ainda assim, o avanço não compensa as perdas observadas ao longo do segundo semestre de 2025.
Na comparação com janeiro e fevereiro do ano passado, as horas trabalhadas na produção recuaram 2,7%.
TEC./SONORA: Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI
“Não vemos, no curto prazo, muitas mudanças nesse cenário de demanda mais fraca para a indústria, o que se reflete em faturamento menor e em horas trabalhadas na produção ainda comprimidas.”
LOC.: Os indicadores de Utilização da Capacidade Instalada, emprego, massa salarial e rendimento médio permaneceram praticamente estáveis na passagem de janeiro para fevereiro.
No acumulado do primeiro bimestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado, a Utilização da Capacidade Instalada caiu 1,6 ponto percentual; o emprego recuou 0,4%; a massa salarial avançou 0,9% e o rendimento médio cresceu 1,4%.
Reportagem, Paloma Custódio