Brasil - undefined·01 de março de 2020

Exército continua no Ceará por mais uma semana

Governo federal atendeu o pedido do governo local, que lida com motim de policiais militares

Por Daniel Marques
Ouvir · 00:01:36

Imagem não disponível

A imagem principal desta matéria não foi encontrada.

KIT DE REPUBLICAÇÃO
Ver kit completo
Nos siga noGoogle News
Seguir
Esta matéria é de livre reproduçãoVer licença
JORNAL DIGITAL PARA COMUNICADORES

O conteúdo que vai ao ar começa aqui.

Áudios, textos e roteiros produzidos todos os dias para rádios e mídias online regionais. Gratuito. Pronto para usar. Em todos os 27 estados. São 25 anos ao lado de quem comunica o Brasil.

Após pedido do governo Ceará, o governo federal prorrogou por mais uma semana a presença do exército no estado. A previsão inicial era que o reforço, por meio da operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), atuasse no Ceará por apenas por uma semana, indo embora na última sexta-feira(28). Agora, o prazo foi prolongado até a próxima sexta-feira(06). A decisão foi tomada em uma reunião no Palácio do Planalto entre Bolsonaro e diversos ministros, inclusive Sérgio Moro, da Justiça e Segurança Pública. Depois disso, o presidente divulgou uma nota dizendo que espera que o o impasse entre a Polícia Militar do Ceará e o governo do estado seja resolvido. 

O motim de policiais no Ceará já dura quase duas semanas. Durante o motim, 47 policiais foram presos, a maioria por deserção. Na última semana, o governador do Ceará, Camilo Santana, disse que não vai conceder nenhum tipo de anistia aos policiais militares envolvidos em atos de vandalismo e insubordinação. 

Com a falta de policiamento, a insegurança atingiu as ruas. O número de homicídios registrados desde o início do movimento beira os 200, a maior taxa de assassinatos desde 2012.

Os protestos, que já atingem três cidades, são motivados pela insatisfação de policiais militares com a proposta de reajuste para a categoria proposta pela Assembléia Legislativa do estado. O projeto aumentaria os salários dos soldados de R$ 3.400 para cerca de R$ 4.500, parcelado em 3 vezes. Os policiais demandam que o pagamento seja feito em uma só parcela e querem um plano de carreira para a categoria.

TAGSCeará
SOBRE

Daniel Marques

Jornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB), com passagens em redações da capital. Trabalhou como repórter no Correio Braziliense e Rádio CBN, além de agências de comunicação. Atualmente, integra a redação do Brasil 61 com pautas de saúde e política.

Ver todas as matérias
t-page