
Voltar
LOC: O nivelamento salarial dos servidores da Agência Nacional de Mineração, a ANM, com as demais agências será feito em três momentos: a partir de janeiro do de 2024, e em janeiro dos dois anos seguintes. Os servidores da ANM aceitaram a proposta do governo e saíram do “estado de greve” em que se encontravam, desde o início do ano.
Mas o diretor da Associação dos Servidores da ANM, Ricardo Peçanha, reforça que a categoria segue mobilizada pela reestruturação da agência.
SONORA: Ricardo Peçanha, diretor da ASAM (Associação dos Servidores da ANM)
“Queríamos ser igualados às outras agências em janeiro de 2024, em uma única parcela, pois esse nivelamento com as demais agências reguladoras deveria ter sido aplicado desde 2017. Agora, com o acordo, o nivelamento da ANM só será concretizado em janeiro de 2026. Além disso, ainda não conseguimos o concurso para novos servidores, nem a estrutura gerencial e o Orçamento mais condizente com a importância da ANM.”
LOC: Para o senador Efraim Filho, do União da Paraíba, um dos parlamentares que atuam pela defesa do fortalecimento da ANM no Congresso Nacional, o momento exige que todos compreendam que o Brasil tem que ter uma agência com capacidade de exercer todas as suas funções, seja de regulação ou seja de fiscalização.
SONORA: Efraim Filho, senador (União-PB)
“A ANM tem quadros extremamente valorosos, mas que a cada dia fica mais difícil segurá-los para que permaneçam na ANM, em virtude dessa distorção. Primeiro de tratamento com outras agências. Então, essa notícia do acordo, ela é bem-vinda, para que a gente possa ter a expectativa de uma ANM valorizada. Porque uma ANM que tenha seus recursos humanos valorizados, com certeza ela vai produzir mais, melhor, e ela se autofinancia.”
LOC: Com a greve dos servidores da agência, houve atraso dos repasses da CFEM — a compensação financeira que é cobrada das empresas mineradoras, e distribuídas aos municípios produtores e afetados pela atividade minerária. Segundo a própria administração do órgão, os atrasos também aconteceram por causa da defasagem tecnológica dos equipamentos, além do pouco contingente de funcionários que estão à disposição da autarquia.
Reportagem: José Roberto Azambuja