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LOC.: As medidas restritivas nas importações adotadas pela Argentina têm impacto negativo em 77% das empresas exportadoras brasileiras. É o que aponta um levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria, a CNI, no período de outubro de 2022 a março de 2023.
O Sistema de Importações da República da Argentina, implementado em outubro do ano passado, é uma tentativa do governo argentino de controlar a cadeia de abastecimento e monitoramento das operações de comércio exterior diante da situação fiscal e da queda nas reservas cambiais. A gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri, explica as restrições impostas pelo país vizinho.
TEC./SONORA: Constanza Negri, gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI
“Diante da situação econômica do país, a Argentina vem adotando uma série de medidas restritivas nas importações, por meio de licenciamentos não automáticos e por meio do controle das saídas de divisas. Na prática, isso se traduz em barreiras para as exportações brasileiras.”
LOC.: Com o novo sistema adotado no país vizinho, a lista de mercadorias sujeitas às licenças não automáticas saltou de cerca de mil e quinhetas, no início de 2020, para aproximadamente quatro mil e duzentas, no final de 2022. Constanza Negri destaca os principais problemas apontados pelas empresas.
TEC./SONORA: Constanza Negri, gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI
“As empresas também identificaram, dentre os principais problemas, a demora nos tempos para aprovação das licenças, ou seja, para as exportações brasileiras. 51% das empresas identificaram que esse tempo se estende mais de 60 dias e também foram identificadas demoras nos prazos para pagamento das exportações brasileiras e a imprevisibilidade no fechamento dos negócios.”
LOC.: A consulta realizada pela CNI ouviu 252 empresas. Para 84% das empresas que consideram ter sido impactadas negativamente, houve uma redução no valor exportado para a Argentina.
A Argentina é o quarto principal parceiro comercial do Brasil, atrás somente de China, Estados Unidos e União Europeia.
Reportagem, Fernando Alves