Programa renegociou R$ 2 bi de dívidas vencidas. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Programa renegociou R$ 2 bi de dívidas vencidas. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Em um mês, plataforma Desenrola renegociou R$ 2 bilhões em dívidas

Num país com 71 milhões de endividados, descontos do programa chegaram a R$ 1,8 bilhão e beneficiaram 590 mil pessoas até o começo de novembro


Menos de um mês depois de ser lançada, a plataforma Desenrola, do governo federal,  beneficiou 590 mil endividados. Os R$ 2 bilhões de dívidas vencidas foram renegociadas com desconto de R$ 1,8 bilhão. 

Por meio da plataforma gov.br, essa etapa do programa Desenrola Brasil inclui — além de dívidas com cartões de crédito e bancos — a negociação de contas atrasadas —  como de água, luz e até mesmo com lojas e instituições de ensino. Além disso, o usuário pode escolher o banco que preferir para renegociar o parcelamento.

A economista e professora de MBAs da FGV Carla Beni explica porque esse programa é uma oportunidade única para quem precisa renegociar as dívidas. 

“ O governo está intermediando com as empresas dando uma garantia a elas, e essa operação só funciona no leilão reverso, ou seja, essas empresas só entram no Desenrola se elas derem o maior volume de desconto. Então, a pessoa que está endividada ou negativada não vai conseguir ter outra negociação melhor do que essa.” 

O que é a Plataforma do Desenrola 

Lançada em outubro como parte do programa Desenrola Brasil, a plataforma Desenrola oferece através da conta do gov.br a lista de dívidas que poderão ser negociadas, o desconto oferecido pelo credor e a respectiva situação de cada uma delas. Toda a negociação é feita de forma digital.

Como funciona:

  • Podem participar pessoas que ganham até dois salários mínimos ou que estejam inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico) — com dívidas de até R$ 5 mil;
  • O pagamento pode ser à vista ou parcelado até 60 meses -  juros de até 1,99% ao mês;
  • Dívidas entre R$ 5 mil e R$ 20 mil, com pagamento à vista - desconto oferecido pelo credor;
  • Essa etapa do programa vai até 31 de dezembro de 2023. 

Inadimplência e Educação Financeira 

O Brasil tinha, até o mês de setembro passado, 71 milhões de devedores, segundo o Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas no Brasil, da Serasa. Os números mostram um aumento de 83 mil em relação ao mês de agosto.

Para ajudar as pessoas a organizarem suas contas, a plataforma Desenrola oferece acesso gratuito a uma página com conteúdos de educação financeira, desenvolvida com material especializado do Banco Central e outras instituições renomadas. O que, para o economista Felipe Queiroz, significa um avanço no sentido de romper o ciclo do endividamento. 

“Junto com a solução do problema imediato que é o endividamento das famílias de baixa renda, uma proposta de minimamente educá-los no sentido de sair da ciranda financeira, dos juros compostos que o cartão de crédito gera e ter uma dinâmica de consumo e de utilização do dinheiro que seja muito mais saudável às famílias.”

Leia também:

Desenrola Brasil: última fase do programa vai até 31 de dezembro de 2023
 

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LOC.: Menos de um mês depois de ser lançada, a plataforma Desenrola, do governo federal, beneficiou 590 mil endividados. Os R$ 2 bilhões de reais de dívidas vencidas foram renegociadas com desconto de R$ 1,8 bilhão. 

Por meio da plataforma Gov.br essa etapa do programa Desenrola Brasil inclui — além de dívidas com cartões de crédito e bancos — a negociação de contas atrasadas, como de água, luz e até mesmo com lojas e instituições de ensino. 

A economista e professora de MBAs da FGV Carla Beni explica porque esse programa é uma oportunidade única para quem precisa renegociar as dívidas. 
 

TEC/SONORA: Carla Beni, economista e professora de MBAs da FGV

“ O governo está intermediando com as empresas dando uma garantia a elas, e essa operação só funciona no leilão reverso, ou seja, essas empresas só entram no Desenrola se elas derem o maior volume de desconto. Então, a pessoa que está endividada ou negativa não vai conseguir ter outra negociação melhor do que essa.” 
 


LOC.: Podem participar do programa  pessoas que ganham até dois salários mínimos ou que estejam inscritas no CadÚnico, com dívidas de até R$ 5 mil. Quem tem dívidas entre 5 mil e 20 mil reais deve fazer o pagamento à vista, com desconto oferecido pelo credor. 

Além disso, para ajudar as pessoas a organizarem suas contas, a plataforma oferece acesso a uma página com conteúdos de educação financeira, desenvolvida com material especializado do Banco Central. O que, para o economista Felipe Queiroz, significa um avanço no sentido de romper o ciclo do endividamento. 
 

TEC/SONORA: Felipe Queiroz economista 

“Junto com a solução do problema imediato que é o endividamento das famílias de baixa renda, uma proposta de minimamente educá-los no sentido de sair da ciranda financeira, dos juros compostos que o cartão de crédito gera e ter uma dinâmica de consumo e de utilização do dinheiro que seja muito mais saudável às famílias.”
 


LOC.: Essa etapa do programa vai até 31 de dezembro de 2023. 

Reportagem, Lívia Braz