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LOC.: O Senado aprovou um projeto que cria uma linha especial de crédito para renegociar dívidas de produtores rurais.
A proposta será financiada com recursos do Fundo Social do Pré-Sal e dos fundos constitucionais do Norte e do Nordeste.
Os financiamentos poderão chegar a DEZ MILHÕES DE REAIS por produtor rural e a CINQUENTA MILHÕES DE REAIS para associações, cooperativas e condomínios rurais.
Para ter acesso ao benefício, será necessário comprovar perdas de pelo menos TRINTA POR CENTO da renda esperada em duas ou mais safras desde 2019. As perdas podem ter sido causadas por eventos climáticos ou impactos econômicos, como conflitos internacionais.
A medida contempla operações de crédito rural, empréstimos para liquidação de dívidas e Cédulas de Produto Rural contratadas até 31 de dezembro de 2025.
O prazo para pagamento será de até dez anos, com três anos de carência.
As taxas de juros variam de TRÊS E MEIO a SETE E MEIO POR CENTO ao ano, conforme o perfil do produtor.
Os recursos poderão ser operados pelo BNDES, além de bancos e cooperativas de crédito.
A proposta enfrenta questionamentos sobre o impacto fiscal. A equipe econômica estima um custo de até CENTO E QUARENTA BILHÕES DE REAIS em TREZE anos.
Parlamentares que apoiam o projeto calculam um custo menor, de até CEM BILHÕES bilhões em DEZ anos, e afirmam que a medida pode viabilizar a renegociação de até CENTO E OITENTA BILHÕES em dívidas do setor.
Também há divergências sobre o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal, que financia programas nas áreas de educação, saúde e meio ambiente.
Como o texto foi alterado pelos senadores, ele ainda precisará passar por nova análise da Câmara dos Deputados.
Reportagem, Álvaro Couto.