É em meio a uma guerra entre ingleses e franceses, durante o século 18, que se passa “A Favorita”, um filme em que a rainha Anne da Grã-Bretanha, interpretada por Olivia Colman, comanda exércitos e governa o país ao lado da fiel escudeira e duquesa de Marlborough, Sarah Churchill. Enquanto planejava enviar um exército para continuar atacando a França, uma prima distante de Sarah aparece no palácio e começa a trabalhar como criada.
Por estar muito ocupada, a duquesa começa a ser substituída pela prima Abigail, interpretada por Emma Stone, que logo se aproxima conquistando o coração e a amizade da rainha. O problema é que a amizade entre a rainha Anne e a duquesa Sarah não era apenas amizade. Era mais que isso. É aí que começa a disputa entre quem é a “A Favorita”.
O filme tem uma organização de tempo muito boa. É dividido em capítulos e traz um ótimo contexto histórico que contém informações reais sobre o período em que a rainha Anne governou a Grã-Bretanha. É importante destacar que o filme não é sobre história. Ele traz o contexto da época, mas esse não é o foco do roteiro.
Por falar em roteiro, essa é uma das partes que chama a atenção no filme. Duas mulheres disputando o coração de outra mulher em pleno século 18. Claro que tudo acontece escondido dos moradores do palácio e dos membros do parlamento, mas ainda assim, a narrativa quebra um pouco essa ideia de mulheres que disputam um cavalheiro.
O longa tem cenas bem-humoradas e Emma Stone apresenta uma personagem forte, sarcástica e que faz qualquer coisa para estar em posição de poder, mesmo que tente transparecer inocência.
“A Favorita” tem figurinos incríveis e o cenário chama muita atenção, principalmente porque a cinegrafia traz planos abertos dos salões, do castelo e dos ambientes. Isso resulta na aproximação do espectador com a obra. A partir de 24 de janeiro, confira Emma Stone como protagonista do filme nos cinemas.
Reportagem, Sara Rodrigues