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LOC.: O Governo Federal apresentou na Câmara dos Deputados o modelo de concessão do Rio Madeira, incluído no Programa Nacional de Desestatização. A hidrovia tem um trecho um pouco mais de mil quilômetros, do município de Porto Velho, em Rondônia, até a foz com o Rio Amazonas, no município amazonense de Itacoatiara.
A proposta prevê serviços de mapeamento hidrográfico, monitoramento do fundo do rio, auxílio à navegação, gestão de tráfego, dragagem, derrocamento de pedras e apoio a órgãos de segurança pública na região.
Durante a audiência, a principal preocupação levantada foi a proteção da navegação social.
O secretário Otto Luiz Burlier, representante do Ministério de Portos e Aeroportos presente na sessão, assegurou que no modelo de concessão [ABRE ASPAS] “não haverá cobrança para ribeirinhos, pequenas embarcações ou pesca artesanal. As tarifas serão aplicadas apenas às grandes embarcações de carga”. [FECHA ASPAS]
Nesse contexto, o projeto busca ampliar a eficiência logística, reduzir custos e fortalecer a competitividade regional. Também garante a manutenção das Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte, as chamadas IP4, essenciais para comunidades ribeirinhas, além de estimular a geração de emprego e renda.
Burlier destacou a importância de ampliar o uso das hidrovias já existentes e de explorar novas rotas para reforçar a logística e assegurar o abastecimento nacional.
TEC./SONORA: Otto Burlier, secretário Nacional de Hidrovias e Navegação
“Então, não só precisamos utilizar mais as hidrovias que já temos hoje, como também aproveitar novas hidrovias que têm potencial para ajudar na movimentação de produtos para o nosso país e no abastecimento de toda a população. E aqui a gente tem uma visão, principalmente olhando para o crescimento, não apenas do agronegócio, mas de toda a produção brasileira e da economia brasileira, que demonstra como a gente pode, por meio das hidrovias, contribuir muito com o crescimento do nosso país.”
LOC.: Na área ambiental, o secretário evidenciou que o transporte hidroviário custa até 60% menos que o rodoviário e emite OITENTA POR CENTO menos poluentes.
Por exemplo, um comboio com DEZESSEIS barcaças substitui mais de MIL caminhões. Recentemente, o Rio Madeira registrou uma operação com TRINTA E SEIS barcaças, equivalente a DOIS MIL E QUINHENTOS caminhões.
Reportagem, Maria Clara Abreu