Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Brasil se antecipa e vai adotar práticas sustentáveis da IMO em portos

Medidas fazem parte de compromisso do país em zerar as emissões de CO2 até 2050


O Ministério dos Portos e Aeroportos (MPor) se antecipou aos critérios globais de descarbonização nos portos e na navegação para se adequar às regras internacionais que estão sendo discutidas pela Organização Marítima Internacional (IMO). Ligada à ONU, a organização prevê taxação de US$ 100 e US$ 380 por tonelada de CO₂ emitida na navegação a partir de 2027, e tem como meta zerar a emissão até 2050.

Entre as ações anunciadas pelo MPor está a eletrificação dos portos para fornecer energia limpa aos navios atracados e reduzir o consumo de combustíveis fósseis durante as operações. São ações de descarbonização inéditas no setor, que fazem parte do compromisso do Governo Federal anunciado na COP30, em Belém, e compõem os Programas Nacionais de Descarbonização de Portos e da Navegação

“Pretendemos, por meio desse programa, preparar toda nossa infraestrutura e toda a nossa indústria para as oportunidades que surgirão a partir da descarbonização que está sendo discutida mundialmente”, afirmou o secretário Nacional de Hidrovias e Navegação do MPor, Otto Burlier. 

As estratégias também fazem parte da adaptação do país às regras internacionais em discussão na Organização Marítima Internacional (IMO), que prevê a cobrança de taxas conforme o nível de emissão de gases de efeito estufa de cada embarcação.

“Essa iniciativa é importante para o Brasil se preparar para a as medidas que estão sendo discutidas internacionalmente e também aproveitar as oportunidades que surgirão a partir dessas novas medidas. Temos várias potencialidades aqui no nosso país”, destacou o Burlier.

O ministério também lançou neste ano o Pacto pela Sustentabilidade,  que reconhece e incentiva empresas do setor portuário e de navegação a adotar boas práticas socioambientais e de governança. As organizações participantes poderão receber selos ambientais, reforçando o compromisso voluntário com a descarbonização e com a agenda ESG.

Outras ações sustentáveis

Além das ações voltadas à infraestrutura portuária, o MPor espera realizar em 2026 os primeiros leilões de concessão de hidrovias e impulsionar a navegação fluvial no país. O modal emite cerca de cinco vezes menos gases poluentes que o transporte rodoviário e o processo tende a dar mais previsibilidade ao transporte de cargas pelos rios brasileiros.

Outro passo importante dado este ano foi a regulamentação da política de incentivo à navegação de cabotagem, a BR do Mar. Agora, empresas que desejarem ampliar sua atuação intraportos e afretar novos navios devem adotar embarcações com menor nível de emissão, fortalecendo o papel da cabotagem na redução de emissões e no equilíbrio da matriz de transportes.

O secretário lembra ainda o programa Porto Sem Papel, que desburocratizou o processo de embarque e desembarque de cargas e conseguiu reduzir de 20 para 4 dias o tempo médio de permanência dos navios na área portuária, eliminando etapas redundantes e unificar informações exigidas por diversos órgãos. A diminuição do tempo de operação reduz o consumo de combustível e contribui diretamente para as metas de descarbonização.

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O Ministério dos Portos e Aeroportos anunciou, com dois anos de antecedência, medidas inéditas de descarbonização nos portos e na navegação com objetivo de adequar às regras internacionais que serão adotadas pela Organização Marítima Internacional (IMO) sobre taxação global de emissões de gás carbônico.

A medida, que entra em vigor em 2027, estabelece multas entre 100 e 380 dólares por tonelada de gás carbônico e alinha o país à meta global de emissões próximas de zero em 2050.

O órgão federal também anunciou a eletrificação dos portos para fornecer energia limpa aos navios atracados e reduzir o consumo de combustíveis fósseis durante as operações. 

As ações  fazem parte do compromisso do governo federal anunciado na COP 30, em Belém, e compõem os Programas Nacionais de Descarbonização de Portos e da Navegação. 

Segundo o secretário Nacional de Hidrovias e Navegação do MPor, Otto Burlier, o objetivo é tirar vantagem da posição de referência em sustentabilidade que o Brasil possui.

“A gente pretende, por meio desse programa, preparar toda nossa infraestrutura e toda a nossa indústria para as oportunidades que surgirão a partir da descarbonização que está sendo discutida mundialmente.”


As estratégias também fazem parte da adaptação do país às regras internacionais, que preveem a cobrança de taxas conforme o nível de emissão de gases de efeito estufa de cada embarcação.

Além de antecipar a adequação para a transição energética, Burlier entende que as medidas modernizam todo o setor hidroviário.

“Essa iniciativa é importante para o Brasil se preparar para as medidas que estão sendo discutidas internacionalmente e também aproveitar  oportunidades que surgirão a partir dessas novas medidas. Temos várias potencialidades aqui no nosso país.”


Essas medidas compõem outras iniciativas sustentáveis do ministério, como o Pacto pela Sustentabilidade, que reconhece e incentiva empresas do setor portuário e de navegação a adotarem boas práticas socioambientais e de governança, a regulamentação da política de incentivo à navegação de cabotagem, a BR do Mar, e o programa Porto Sem Papel, que reduziu de 20 para 4 dias o tempo médio de permanência dos navios na área portuária ao eliminar etapas redundantes e unificar informações exigidas por diversos órgãos. 

Para 2026, o MPor espera realizar os primeiros leilões de concessão de hidrovias e impulsionar a navegação fluvial no país, modal que emite cerca de cinco vezes menos gases poluentes que o transporte rodoviário, processo que tende a dar mais segurança jurídica e previsibilidade ao transporte de cargas pelos rios brasileiros.

REPORTAGEM, ÁLVARO COUTO.