Em todo o estado de São Paulo, mais de 52 mil casos de dengue já foram confirmados até março de 2020, e outros 105 mil são investigados. Tendo esses números como base, a microrregião de Capão Bonito destoa do restante da unidade federativa paulista. Esses são dados da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo.
A microrregião apresentou apenas um caso confirmado de dengue até o momento. Desde fevereiro, a prefeitura de Capão Bonito realiza mutirões contra a dengue em diversos bairros do município. O caso confirmado foi importado, ou seja, o vírus foi contraído fora do local onde foi notificado.
Nos municípios que integram a localidade, são 28 notificações ao todo. Os números são bem abaixo de outras microrregiões de São Paulo. Entre as cidades integrantes da zona de Caraguatatuba, por exemplo, são mais de mil notificações, dos quais pouco menos de 200 foram confirmadas.
Segundo o chefe de Superintendência de Controle de Endemias do estado de São Paulo, Marcos Boulos, ações de combate ao mosquito transmissor da dengue são feitas em parceria entre estado e municípios.
“O programa de controle do Aedes está incorporado aos serviços estaduais e municipais. Muitas ações de prevenção e controle do Aedes são feitas pelos municípios. O estado, de certa maneira, organiza e procura colaborar quando a situação sai do controle.”
Segundo a Secretaria de Saúde estadual, em relação às outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, foram registrados cinco casos de Zika e 20 de chikungunya até março, um número menor se comparado ao mesmo período do ano passado.
O Ministério da Saúde alerta que a população precisa combater o mosquito transmissor da dengue de forma permanente. A recomendação é ter atenção à limpeza de possíveis criadouros do Aedes aegypt.

O Secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, alerta que o período de maior incidência da dengue no país vai coincidir, muito provavelmente, com o pico de contaminação do COVID-19 e, por isso, é fundamental que a população aproveite a quarentena para, também, se proteger do mosquito transmissor.
“Nós teremos, pelo menos, três epidemias simultâneas: coronavírus, que é uma novidade; teremos Influenza, que é uma rotina, todo ano acontece, e teremos, também, o pico de dengue. Então, é fundamental, e eu tenho chamado atenção, aproveitem que estão em casa e limpem o quintal, eliminem os focos de dengue”.
E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja sua família. Para mais informações, acesse saúde.gov.br/combateaedes.