Brasil - undefined·30 de setembro de 2019

Ceará terá de qualificar 277 mil trabalhadores em profissões industriais até 2023

Segundo Mapa do Trabalho Industrial, do SENAI, áreas transversais, informática e energia e telecomunicações demandarão técnicos capacitados em quatro anos

Por Paulo Henrique
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O estado do Ceará terá de qualificar 277.511 trabalhadores em ocupações industriais nos níveis superior, técnico, qualificação e aperfeiçoamento entre 2019 e 2023. Os dados são do Mapa do Trabalho Industrial, elaborado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e divulgado nesta segunda-feira (30).

Segundo o levantamento, os profissionais com competências transversais serão os mais requeridos pela indústria do estado nos próximos anos. O coordenador da unidade de Educação do SENAI do Ceará, Wallace Ferreira, explica que a tendência é que os trabalhadores tenham habilidades multidisciplinares, o que é observado na área transversal.

“A competência transversal é aquela que está presente em mais de um segmento de atuação ou em mais de uma ocupação, como nas áreas de gestão, TI e segurança. Hoje, se nós formos para uma empresa do ramo têxtil, os colaboradores dessa empresa vão precisar ter conhecimento em gestão, segurança e automação. Essa indústria vai ter aspectos relacionados com cada uma dessas áreas transversais”, esclareceu.

Segundo o estudo do SENAI, o Ceará precisará qualificar 11.602 novos profissionais com habilidades transversais nos próximos quatro anos no estado. Em seguida, as principais demandas virão das áreas de informática; energia e telecomunicações; e têxtil.

Arte: Sabrine Cruz e Italo Novais/Agência do Rádio Mais

Qualificação Profissional

O Mapa do Trabalho Industrial mostra que entre as ocupações que exigem cursos de qualificação e que mais vão demandar profissionais capacitados, estão as de operadores de máquinas para costura de peças do vestuário (11.752); e mecânicos de manutenção de máquinas industriais (4.406).

A Daas é uma empresa de material esportivo e possui uma fábrica em Itapipoca, no norte do estado, com 2.600 funcionários. Uma área da empresa é responsável pela fabricação de calçados. Segundo a coordenadora de RH da unidade, Telma Souza, a qualificação de alguns desses colaboradores que atuam no segmento é feita por meio de cursos oferecidos pelo SENAI.

“Hoje, eles chegam na fábrica sem saber praticamente nada da área de calçados e saem altamente capacitados na parte de confeccionador. Você tem uma mão de obra qualificada ‘dentro de casa’. Quando eles não são efetivados e nós precisamos de vagas, nós recorremos a esse banco do SENAI”, explica.

Telma também ressalta a capacitação de pessoas com deficiência feita em parceria com o SENAI e conta que 20 profissionais da Daas passaram por formação. Metade deles foram contratados pela empresa.

“Esse ano nós formamos e capacitamos a primeira turma de pessoas com deficiência física pelo SENAI. Vinte pessoas foram capacitadas dentro do galpão de aprendizagem e a gente está contratando. Até o momento, contratamos dez”, completou.

O deputado federal Eduardo Bismarck (PDT-CE) considera que a formação técnica profissional é uma oportunidade para todos os cearenses, independentemente da região.

“É preciso interiorizar e levar o estudo para vários setores, não apenas cursos técnicos, mas todo o tipo de capacitação possível. Uma das questões da interiorização é levarmos o ensino qualificado para quem mais precisa, para as pessoas que, às vezes, não têm condições de morar nos grandes centros”, defende o parlamentar.

Arte: Sabrine Cruz e Italo Novais/Agência do Rádio Mais

Para quem tiver interesse em saber mais sobre alguma dessas áreas, basta acessar senai-ce.org.br ou comparecer a uma das unidades da instituição. Mais informações podem consultadas pelo telefone (85) 4009-6300.

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SOBRE

Paulo Henrique

Formado em Jornalismo e com Pós-Graduação em Gestão da Comunicação nas Organizações, possui experiência em redações e assessorias, atuou como estagiário na Secretaria de Saúde do Distrito Federal, no Portal R7 e na ASCOM da Câmara dos Deputados. Depois de formado, foi Assessor de Comunicação do Instituto de Migrações e Direitos Humanos e atualmente é repórter na Agência do Rádio.

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