Foto: Myke Sena/MS
Foto: Myke Sena/MS

Gripe e Sarampo: Ministério da Saúde prorroga campanha de vacinação

Público-alvo pode se vacinar até o dia 24 de junho, depois disso, as doses que sobraram serão disponibilizadas a toda população


Idosos, professores, crianças entre seis meses e quatro anos e todos grupos prioritários da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe e o Sarampo podem procurar os postos de vacina de todo o Brasil até o dia 24 de junho. A prorrogação da campanha foi anunciada nesta quinta-feira (02) pelo Ministério da Saúde e tem o objetivo de aumentar a cobertura vacinal contra as duas doenças. Apenas 44% do público esperado pelo Ministério da Saúde foi vacinado. 

O infectologista Hemerson Luz destaca a importância da imunização contra a gripe e o sarampo. “A gripe e o sarampo são doenças causadas por vírus. São potencialmente graves, podem evoluir de forma desfavorável, principalmente nos grupos de risco. A vacinação é uma forma de prevenção muito importante. É necessário ter uma cobertura vacinal elevada para diminuir a disseminação do vírus, pois essas doenças têm uma alta capacidade de transmissão.”

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, reforça que as vacinas disponíveis gratuitamente em todos os 50 mil postos de vacinação espalhados pelo país.

"As vacinas estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde e nas salas de vacinação. Seja as vacinas contra a gripe, seja a vacina tríplice viral, que [protege contra] sarampo, caxumba, rubéola, e a vacina da pólio. Então, há um pacote de vacinas que são disponibilizadas à população brasileira, como uma política pública. Há aquela fase em que nós fazemos uma campanha, que é para fazer um chamamento à população para que busque essas vacinas, que são importantes. No caso da gripe, para diminuir as síndromes respiratórias agudas.”

Público prioritário da vacina da gripe

  • Idosos acima de 60 anos;
  • Trabalhadores da saúde;
  • Crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias);
  • Gestantes e puérperas;
  • Povos indígenas;
  • Professores;
  • Pessoas com comorbidades;
  • Pessoas com deficiência permanente;
  • Forças de segurança e salvamento e Forças Armadas;
  • Caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso;
  • Trabalhadores portuários;
  • Funcionários do sistema prisional;
  • Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas;
  • População privada de liberdade.

Baixa adesão

Ao todo, 77 milhões de brasileiros fazem parte dos grupos prioritários contra a gripe. Mas até agora, a cobertura vacinal só atingiu 44%. Dentre os imunizados está a professora do Governo do Distrito Federal, Danielle Lemos.

“Sou professora. Então é uma classe que fica muito exposta devido ao grande número de alunos. Ainda mais nessa época que o inverno chega, sabemos que as doenças respiratórias tomam conta dos hospitais. E apesar de estarmos muito envolvidos com a questão da Covid-19, sabemos que ainda existem numerosos registros de óbito por influenza. Então não podemos deixar de lado essa arma que temos para lutar contra essas doenças respiratórias, que são tão comuns nessa época”, aconselha.

O Ministério da Saúde informa que após o dia 25 de junho, toda a população com mais de 6 meses pode se vacinar contra a gripe, enquanto durarem os estoques. Ao todo foram distribuídas 80 milhões de doses aos estados e municípios.

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Sarampo

A imunização contra o sarampo já faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e está disponível durante todo o ano. A campanha para o público-alvo teve início no dia 4 de abril.

Público-alvo da vacina do sarampo

  • Trabalhadores da saúde;
  • Crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias);

É possível conferir a cobertura vacinal contra a gripe e o sarampo, além da distribuição das doses pelos estados, na plataforma LocalizaSus.

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LOC.: Os grupos prioritários da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe e o Sarampo podem procurar os postos de vacina de todo o Brasil até o dia 24 de junho. A prorrogação da campanha foi anunciada nesta quinta-feira (02) porque a adesão da população ficou abaixo do esperado. Apenas 44% do público-alvo foi vacinado. O Ministério da Saúde tem o objetivo de aumentar a cobertura vacinal contra as duas doenças. 

Tem prioridade na vacinação contra a gripe os idosos com mais de 60 anos, trabalhadores da saúde, crianças de 6 meses a menores de 5 anos, gestantes, povos indígenas, professores, pessoas com comorbidades, população privada de liberdade, entre outros.

Já o público-alvo da vacinação contra o sarampo são os trabalhadores da saúde e crianças entre 6 meses e menores de 5 anos de idade.

O infectologista Hemerson Luz destaca a importância da imunização contra a gripe e o sarampo.

TEC./SONORA: Hemerson Luz, infectologista

“A gripe e o sarampo são doenças causadas por vírus. São potencialmente graves, podem evoluir de forma desfavorável, principalmente nos grupos de risco. A vacinação é uma forma de prevenção muito importante. É necessário ter uma cobertura vacinal elevada para diminuir a disseminação do vírus, pois essas doenças têm uma alta capacidade de transmissão.”

LOC.: O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, destaca as vacinas disponíveis gratuitamente em todos os 50 mil postos de vacinação espalhados pelo país.

TEC./SONORA: Marcelo Queiroga, ministro da Saúde

"As vacinas estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde e nas salas de vacinação. Seja as vacinas contra a gripe, seja a vacina tríplice viral, que [protege contra] sarampo, caxumba, rubéola, e a vacina da pólio. Então, há um pacote de vacinas que são disponibilizadas à população brasileira, como uma política pública. Há aquela fase em que nós fazemos uma campanha, que é para fazer um chamamento à população para que busque essas vacinas, que são importantes. No caso da gripe, para diminuir síndromes respiratórias agudas.”

LOC.: O Ministério da Saúde informa que após o dia 25 de junho, toda a população com mais de 6 meses pode se vacinar contra a gripe, enquanto durarem os estoques. Ao todo foram distribuídas 80 milhões de doses aos estados e municípios.

Reportagem, Paloma Custódio