Política - undefined·25 de abril de 2019

Brasil não pode fazer reforma ‘meia-boca’, afirma Bolsonaro

Presidente disse que a Câmara dos Deputados é soberana para fazer alterações, mas que espera que proposta não seja desidratada

Por João Paulo Machado
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Com a criação da Comissão Especial na Câmara dos Deputados, a tramitação da Reforma da Previdência enfim entra na fase de análise do conteúdo da proposta.

Por isso, as articulações do governo para manter o máximo possível do texto sem alterações já começaram. O presidente Jair Bolsonaro, por exemplo, disse nesta quinta-feira (25) que espera a aprovação da proposta com o mínimo de alteração possível.

“A Câmara é soberana para fazer as alterações que melhor atendam às necessidades de todos. Agora, a economia é importante e a gente espera que ela (reforma) passe da forma mais próxima daquela que nós encaminhamos para lá”, disse.

Se for aprovada na íntegra, a reforma da Previdência gerará, em 10 anos, uma economia de R$ 1,236 trilhão, segundo dados do ministério da Economia. Ainda quando tramitava na CCJ, no entanto, o governo decidiu abrir mão de quatro pontos da reforma para, assim, diminuir a resistência de alguns parlamentares.

Além de abdicar das mudanças previstas para a aposentadoria compulsória, o governo também desistiu de acabar com a multa de 40% do FGTS nas demissões sem justa causa para aposentados que continuam empregados.

O Executivo também voltou atrás sobre a criação de um dispositivo que monopolizava na Justiça do Distrito Federal o julgamento de ações do INSS. Também foi retirado do texto a exclusividade do Executivo de propor novas mudanças nas regras previdenciárias.

“A gente espera que em havendo qualquer desidratação, não seja em um número que comprometa a reforma. A Argentina fez uma reforma – no linguajar popular ‘meia-boca’ – o Macri está tendo problema agora. E os problemas se avolumam”, ressaltou Bolsonaro.

Se aprovada na Comissão Especial, a reforma da Previdência será analisada pelo Plenário da Câmara, em dois turnos de votação, e exigirá pelo menos 308 dos 513 votos. Caso isso aconteça, o texto seguirá para análise dos senadores.

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SOBRE

João Paulo Machado

João Paulo é graduado pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) e iniciou sua carreira estagiando na área de reportagem da Rádio Nacional (EBC). Na Agência do Rádio atuou na cobertura de eventos importantes como os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. No mesmo período, desenvolveu trabalho em parceria com o Ministério do Esporte redigindo reportagens para o portal Brasil2016.gov.br, além de colaborações para redes sociais.Atualmente, cobre os acontecimentos da Praça dos Três Poderes para a Agência do Rádio.

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