Neste contexto, as autoridades de saúde locais intensificaram a busca ativa de casos novos. No último dia 12 de abril, profissionais do Centro de Referência em Doenças Tropicais (CRDT) realizaram no dia 50 atendimentos, em Macapá. Na ocasião, 13 casos suspeitos foram encaminhados para serem examinados. O CRDT é referência no estado em tratamento da hanseníase, com diagnóstico e acompanhamento dos pacientes. Além do centro, as pessoas com dúvidas quanto à doença devem procurar uma Unidade Básica de Saúde, onde também pode ser feito o diagnóstico e tratamento.
Depois de ver a luta do marido contra a doença, Rosália Silva, moradora da capital, é quem está em tratamento. A autônoma foi diagnosticada há pouco menos de um ano, após aparecer algumas manchas na pele e dores pelo corpo. A princípio, como a maioria dos pacientes, pensou que não fosse nada sério. Ao perceber que as dores foram aumentando, resolveu ir ao médico.
“Foi ano passado, no mês de julho. Eu estava com algumas manchas esbranquiçadas e não sentia dor. Depois ficaram avermelhadas, aí eu deixei de lado, não ia ao médico. Depois comecei a sentir muita dor na minha mão, porque ela (hanseníase) também ataca as articulações. Muita dor no meu dedo, na minha mão esquerda. Aí que eu fui procurar um médico, fizeram os exames e descobriram, porque sentia muita dor na minha mão.”
O caso de Rosália deve servir de exemplo para todos, já que o diagnóstico tardio da doença pode deixar sequelas no paciente. Isso quer dizer que, em caso de sinais pelo corpo, você deve procurar atendimento médico imediatamente. A preocupação se dá, principalmente, porque a infecção é transmissível e pode afetar homens e mulheres de todas as idades, inclusive crianças. Quem explica um pouco mais sobre a doença é a enfermeira do CRDT, Ana Cleide Furtado.
“A hanseníase é uma doença infectocontagiosa, é transmitida de pessoa à pessoa. Causa manchas na pele, de coloração esbranquiçada, avermelhada e/ou amarronzada. O tratamento da doença é com medicações, que são orais, (comprimidos). Dependendo da classificação operacional da doença que a pessoa apresentar, o tratamento é de seis meses, que são as formas paucibacilares, e de doze meses, são os pacientes que têm as formas multibacilares.”