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LOC.: No primeiro semestre deste ano o BNDES ofereceu R$ 43 bilhões em apoio a micro, pequenas e médias empresas. O presidente do Sebrae, Décio Lima, destaca que o acesso ao crédito colabora para o crescimento dos negócios, mas que também é necessário que as condições gerais da economia sejam favoráveis.
TEC./SONORA: presidente do Sebrae, Décio Lima
“É evidente que os pequenos negócios precisam alavancar o seu protagonismo com acesso ao crédito na forma como o BNDES ofereceu neste primeiro semestre, que reuniu em torno de R$43 bilhões de reais, dos quais parte significativa destinada aos micro e pequenos negócios. Entretanto, precisamos trabalhar a queda da taxa Selic, e criar aquilo que chamamos de fundo garantidor.”
LOC.: Os fundos garantidores servem para atender às garantias exigidas pelos agentes financeiros ao conceder crédito. É o caso do Programa Emergencial de Acesso a Crédito. Esse programa possibilita que, mesmo em cenários econômicos adversos, os agentes financeiros parceiros do BNDES possam oferecer linhas com condições diferenciadas nas operações de crédito que contratam, beneficiando principalmente pequenos negócios.
Dentre os recursos do BNDES, mais de 24 bilhões foram destinados a operações de crédito com soluções de garantia.
Já os empréstimos e financiamentos às micro, pequenas e médias empresas nos primeiros seis meses do ano somaram quase R$ 19 bilhões, um aumento de 53% em relação ao mesmo período do ano passado.
Esse investimento colabora com o crescimento das empresas e para a criação de novos postos de trabalho, como destaca o presidente do Sebrae, Décio Lima.
TEC./SONORA: presidente do Sebrae, Décio Lima
“Alcançamos 1 milhão e 23 mil novos empregos no primeiro semestre, isso significa dizer que o setor que representamos, o Sebrae, micro e pequenos empreendedores, reuniram uma expectativa além das possibilidades iniciais, quando começamos o ano. Os resultados da economia identificam que a maior empregabilidade ocorrida nesse período é do micro e pequeno empreendedor.”
LOC.: A Confederação Nacional da Indústria, a CNI, cita a necessidade de financiamento como uma das medidas fundamentais para o setor. O Plano de Retomada da Indústria inclui propostas que "visam garantir o acesso ao crédito, principalmente das pequenas e médias empresas, com programas que ofereçam garantias aos empréstimos e para a modernização industrial, para a inovação e para a economia de baixo carbono, além de fortalecer a atuação do BNDES como principal agente promotor da reindustrialização do Brasil".
Reportagem, Janine Gaspar