Saúde - undefined·01 de fevereiro de 2020

Curitiba é primeira cidade brasileira a eliminar transmissão vertical de HIV

Mesmo que a incidência de infecção pelo HIV no Paraná tenha aumentado, a quantidade de pessoas com Aids, o estágio mais avançado da infecção pelo vírus, diminuiu

Por Larissa Lago
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Curitiba é a primeira idade brasileira a eliminar a transmissão vertical do HIV, que é quando o vírus é passado da mãe para o bebê durante a gestação, parto ou amamentação. O Brasil tem o compromisso mundial de eliminar a transmissão vertical do HIV e optou por adotar uma estratégia gradativa de certificação de municípios. No entanto, como um todo, o Paraná apresentou aumento nos casos de infecção com o HIV.

Mesmo que a incidência de infecção pelo HIV no Paraná tenha aumentado, a quantidade de pessoas com Aids, o estágio mais avançado da infecção pelo vírus, diminuiu. Até junho de 2019 foram 804 casos, enquanto em 2018 foram 1.885 notificações. Uma diminuição em mais da metade nas notificações. Segundo Divisão de Doenças Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis da Secretaria de Saúde do Paraná, os números no estado acompanham as taxas de crescimento e decaimento no resto do País.

 O motorista Rogwiller Pereira é um dos que carregam o vírus HIV no estado. Morador do Núcleo Pimentel, em Curitiba, ele descobriu a infecção sem querer. Foi, há dois anos, durante exames de rotina que recebeu a notícia de que era portador do vírus. De forma responsável, Rogwiller já começou os tratamentos e os cuidados para evitar transmitir o vírus para outras pessoas. Com o tratamento contínuo, ele conta que agora mal sente diferença na vida.

“Então, eu casei, né? Minha vida continua com a rotina normal de casado. E só estou me cuidando, para que a minha esposa não tenha o vírus. A única diferença que eu senti foi a falta de apetite, que eu estava mal. Por isso que eu fui ver o que estava acontecendo comigo, para ver os sintomas e foram feitos os exames. Mas o tratamento está tranquilo. Voltou à minha rotina normal.”

Para Mara Franzoloso, chefe da Divisão de Doenças Crônicas e ISTs da Secretaria de Saúde do Paraná, é importante que as ações relacionadas às Infecções Sexualmente Transmissíveis, ou ISTs, no estado sejam mantidas. Além da Aids e do HIV, o Paraná também tem índices altos de sífilis genital. Nos dados até junho do ano passado, foram detectados 4.949 casos de sífilis adquirida. É a maior incidência entre as ISTs no estado. E os públicos mais atingidos são pessoas de 20 a 29 anos. Por isso, são realizadas ações de orientações e de mobilizações. Nelas, é possível fazer o diagnóstico das infecções e encaminhar os pacientes para os tratamentos imediatos.

“O diagnóstico é gratuito. Tem ações pontuais, mas ele está disponível em todas as Unidades de Saúde, assim como o tratamento. O paciente que tiver um diagnóstico reagente pro HIV tem o remédio de forma gratuita e disponível para iniciar o tratamento precocemente. E ele poderá ter uma qualidade de vida igual a outra pessoa que não tenha o diagnóstico reagente.”

Sem camisinha, você assume o risco. Use camisinha e se proteja do HIV e de outras ISTs, como Sífilis e Hepatites. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/ist. 

SOBRE

Larissa Lago

Jornalista formada pela Universidade Católica de Brasília (UCB). Estagiou na TV Escola e no Brasil61, quando ainda era Agência do Rádio Mais. Voltou para a empresa para compor a equipe de Relacionamento e, recentemente, entrou para o time da redação. Também é apresentadora e produtora no podcast cineaspectos.

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