O número de casos notificados de HIV em Goiânia pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação, o SINAN, foi de 633 há dois anos, quando foi divulgado o último levantamento do Ministério da Saúde. Apesar de ser uma capital estadual metropolitana, o número é considerado alto. Para outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) os números são ainda maiores. Segundo os números da Secretaria de Saúde de Goiás, a sífilis teve o maior número de registros, com 1.469 notificações no mesmo ano. De acordo com a representante da Coordenação Estadual de ISTs e Aids de Goiás, Milca Prado, as ISTs vão além do HIV, da Aids e da sífilis. Há infecções por meio de outros vírus e bactérias, mas todas podem ser prevenidas pelo mesmo método.
“O preservativo é de fácil acesso, é barato, é seguro, e não tem efeito colateral. A gente sabe, e as últimas pesquisas têm apontado, que a adesão ao uso do preservativo, principalmente pela nossa população jovem, tem diminuído ao longo dos anos. Melhorar a adesão do preservativo é muito complicado. Porque eu acho que você tem que trabalhar o significado do preservativo. Enquanto o preservativo estiver significando falta de confiança, fica muito complicado a gente melhorar a adesão ao uso.”
Muitos homens e mulheres transmitem ISTs para companheiros sem sequer saber que estão infectados, por não apresentarem sintomas. Milca sugere que, em casos de infecção, é preciso usar preservativo em relações sexuais para não contaminar outras pessoas. E procurar o atendimento médico gratuito nas unidades do Sistema Único de Saúde, o SUS. No caso do HIV, é possível fazer um tratamento que permite o paciente viver sem nenhum risco de saúde, como uma pessoa não infectada. A funcionária pública Eunice Carmu, de 51 anos, moradora do Jardim Belo Horizonte, descobriu o HIV quando foi internada em condição avançada.
“Todo o organismo estava podre por dentro, e eu já estava perdendo tudo. Perdi todos os meus tecidos. Os que eu tenho aqui já nasceu tudo de novo. Através da medicação recompõe tudo de novo. Aí nasceu novo fígado, novo baço, novo rim, novas paredes do intestino. Recompõe tudo. Mas eu fiquei um ano e dois meses internada no hospital fazendo tratamento.”
Quando pegou a infecção, Eunice vivia com um homem no Pará que fugiu ao descobrir que ela tinha engravidado. Apenas deixou uma informação de que ela e a criança teriam o HIV. A criança nasceu e não foi infectada, mas Eunice aprendeu a ser aberta e responsável, e faz questão de informar o máximo de pessoas possíveis sobre a infecção e os riscos que ela envolve. Sem camisinha, você assume o risco. Use camisinha e se proteja dessas ISTs e de outras, como sífilis e hepatites. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/ist.