Saúde - undefined·01 de fevereiro de 2020

HIV/Aids e sífilis são as ISTs mais comuns em Aracaju

Os indicadores mais recentes do Ministério da Saúde mostram que a capital sergipana notificou 82 casos de HIV e Aids, apenas no primeiro semestre do ano passado

Por Agência do Rádio
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As Infecções Sexualmente Transmissíveis, as ISTs, continuam sendo um desafio para o Brasil. Em Aracaju, os indicadores mais recentes do Ministério da Saúde mostram que, de janeiro a junho do ano passado, a capital sergipana notificou 82 casos de HIV e Aids, sendo 63 em homens e 19 em mulheres. Em 2018, foram 186 notificações.

Em relação à sífilis, foram notificados 15 casos de sífilis adquirida – transmitida durante o sexo. Em 2018, foram 157 notificações. Até junho de 2019, foram detectados 102 casos em gestantes, enquanto em 2018 houve 170 detecções. No caso de sífilis congênita, aquela passada da mãe para a criança durante a gestação ou parto, foram registrados 78 casos, enquanto no ano passado, o número foi de 63 registros.

As ISTs são transmitidas principalmente por meio de relações sexuais sem uso do preservativo. O Gerente do Programa de IST HIV/Aids de Sergipe, Almir Santana, analisa que a prevenção é a melhor saída para evitar que os casos continuem aumentando.

“Tem gente que não se considera em situação de risco e tem relação sexual sem camisinha. Infelizmente, muita gente está escolhendo não usar e termina infectado. Nós, no Brasil, precisamos falar mais das ISTs. A orientação é o uso correto e consistente da camisinha.”

Maria Georgina Machado, 56 anos, de Aracaju, foi diagnosticada com HIV, há 20 anos. Alguns anos após ficar viúva, a professora encontrou um novo parceiro. Após seis meses, ela começou a adoecer com frequência, ter diarreias constantes e perda de peso.

Até ser diagnosticada com o HIV, Maria Georgina passou por oito médicos. Ela conta que passou por momentos difíceis, perdeu o emprego e o parceiro desapareceu. Hoje, ela realiza o tratamento e exames pelo Sistema Único de Saúde no bairro Siqueira Campos em Aracaju e acredita que é preciso ter mais diálogo sobre as formas de prevenção.

“Hoje, com o ativismo, eu sei o quanto é importante falar sobre o uso da camisinha com seus filhos, seus netos ou quem for. O fundamental é você fazer o uso do preservativo feminino ou masculino.”

A população mais suscetível às Infecções Sexualmente Transmissíveis está na faixa etária de 20 a 34 anos. Para ajudar na prevenção secretaria de saúde de Sergipe distribui gratuitamente, em média, 700 a 800 mil camisinhas por ano. Além disso, a unidade móvel “Fique Sabendo”, oferece testes rápidos nas principais áreas de risco do esdo.

Sem camisinha, você assume o risco. Use camisinha e proteja-se de ISTs como HIV, sífilis e Hepatites. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/ist. 

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