Educação - undefined·28 de janeiro de 2019

WORLDSKILLS 2019: Jovem gaúcho do SENAI pode ir à Rússia disputar prova em robótica

Por Agência do Rádio
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A WorldSkills é a maior competição de educação profissional do mundo e está prestes a começar para Cristiano Nunes, de 18 anos. Ele é aluno do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) de Santa Cruz do Sul (RS) e deve representar a escola na ocupação de robótica móvel. O jovem está desde o dia 13 de janeiro em Brasília num período de treinamentos, para buscar uma vaga na equipe brasileira durante a 45ª edição do torneio mundial em Kazan, na Rússia. Este ano, a disputa ocorre entre os dias 22 e 27 de agosto. Mas a relação de Cristiano com a competição vem de longe.

Após uma entrevista de emprego no final de 2015 na filial de uma indústria em Santa Cruz do Sul (RS), ele foi aceito para começar a trabalhar como menor aprendiz no início de 2016. Com a parceria entre o SENAI e a empresa, Cristiano pôde fazer o curso de eletricista de manutenção eletroeletrônica na instituição de ensino. Em 2017, ele passou pela etapa seletiva escolar da Olimpíada do Conhecimento. Os quatro primeiros alunos foram escolhidos para formarem duas duplas, e ele acabou campeão junto de um colega. Após ganhar a etapa nacional, em julho do ano passado, em Brasília (DF), ele ainda representou o Brasil na equipe da WorldSkills América, que ocorreu em outubro de 2018 em Santiago, no Chile.

“Na hora da competição, se não tem harmonia entre a dupla não funciona nada. Eu acho que a gente consegue passar bem o que está sentindo para o outro qual é a dificuldade, se tem como resolver. A gente ainda tem muito para evoluir nesse tempo de treinamento até a WorldSkills. O foco foi bastante importante para mim porque sem concentração parece que não rende direito, e mesmo com o pessoal passando por volta eu consegui direcionar para o que eu realmente precisava fazer. Algumas vezes a gente não se dá conta do quanto a gente pode ir adiante.”

O instrutor de Cristiano no período de treinamentos é Paulo Villiger, que já participou de sete edições de WorldSkills como expert. Ele conta os conselhos que tem dado ao competidor, mesmo com o contato recente.

“A partir do final da seletiva, com a vitória dele, a gente começou um trabalho com uma preparação para a competição mundial. O nível de exigência é muito maior, então a gente começa a exigir mais em termos de conhecimento. Fazer com que eles busquem capacitação em outras áreas, não só na área de programação, área de mecânica, de eletrônica. Fazer com que eles ampliem os horizontes de conhecimento deles.”

Os 57 competidores do SENAI serão treinados durante esse período em que vão estar em Brasília. Essa fase prevê alimentação, hospedagem e transporte local para todos os competidores que estiverem nos centros de treinamento. São sete: um em Porto Alegre (RS), outro em Joinville (SC), outro em Belo Horizonte (MG), um em Belém (PA) e temos os três em Brasília (DF): Taguatinga, Gama e no Setor de Indústrias Gráficas.

A WorldSkills é realizada a cada dois anos e reúne os melhores alunos de países das Américas, Europa, Ásia, África e Pacífico Sul para disputarem medalhas em modalidades, de acordo com as profissões técnicas da indústria e do setor de serviços. Cristiano e os outros jovens vão ter de demonstrar habilidades individuais e coletivas nos desafios, dentro de seis horas. Se ganhar uma vaga na equipe brasileira, ele e os outros competidores terão, no máximo, 22 horas para entregarem o projeto.

Em 18 participações, o Brasil já acumulou 136 medalhas. A melhor participação brasileira na história foi em São Paulo, em 2015, quando terminou em primeiro no ranking por países com 27 medalhas. O grupo do SENAI do Rio Grande do Sul foi composto por 39 competidores nas etapas seletivas, em que ganhou quatro ouros, sete pratas e três bronzes.

Reportagem, Pedro Marra

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