Economia - undefined·23 de janeiro de 2018

Votos não são prioridade no momento, diz Marun sobre Previdência

<p>Ministro da Secretaria de Governo avalia que o ambiente continua favor&aacute;vel &agrave; aprova&ccedil;&atilde;o da reforma.</p>

Por Agência do Rádio
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Na semana em que a equipe do presidente Michel Temer anunciou o rombo previdenciário de 2017, de R$ 268,79 bilhões, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, voltou a defender mudanças no setor.

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Faltando cerca de um mês para a votação do texto, o articulador político do governo afirma que a contagem dos votos ainda não é a principal preocupação dos que defendem novas regras para aposentadoria.

“Contagem de votos não tem sido a nossa tarefa preferencial. Até porque nós temos que contar votos quando os deputados aqui chegarem, quando nós tivermos a oportunidade de dialogarmos pessoalmente com todos eles. A nossa avaliação continua a de que o ambiente favorável a aprovação da reforma é cada vez mais consistente e de que isso está refletindo positivamente no ânimo dos deputados.”

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), já disse que a estimativa é de que o governo deve ter uma base com aproximadamente 260 deputados. Para o texto da reforma ser aprovado são necessários, pelo menos, 308.

Para o Secretário da Previdência Social, Roberto Caetano, atualmente o sistema previdenciário é injusto com alguns grupos de beneficiários, o que também contribui para o rombo. Por esse motivo, ele acredita que a reforma é fundamental.

“A gente observa números do déficit da Previdência, vêm crescendo de forma muito acentuada, e uma Previdência muito desigual. Então é necessário fazer uma reforma da Previdência para quebrar privilégios, para dar tratamento igual e obter as economias por meio das pessoas com renda mais alta e preservar os benefícios das pessoas de renda mais baixa.”

A Secretaria da Previdência do Ministério da Fazenda apresentou, nesta segunda-feira (22), os números da Previdência relativos ao ano passado. De acordo com o balanço, o déficit no setor chegou a R$ 268,79 bilhões, rombo 18% maior do que o registrado em 2016. O resultado é a soma dos prejuízos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e dos Regimes Próprios dos Servidores Públicos (RPPS) da União.

Para este ano, a previsão é de que o déficit na Previdência chegue a R$ 192,84 bilhões, contando apenas o Regime Geral do INSS.

Reportagem, Marquezan Araújo

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