REPÓRTER: A aposentadaMargarida Alcântara vai viver um momento único em seus quase 70 anos de vida. Nesta sexta-feira (20), ela vai ser uma das 71 pessoas a conduzir a tocha olímpica em Vitória da Conquista. Margarida, que há 16 anos mora na cidade baiana, conta que está ansiosa para conduzir o símbolo olímpico.
SONORA: Margarida Alcântara, condutora da tocha olímpica
“Olha, a expectativa é grande, não só para mim como ser humano, mas para toda a cidade de Vitória da Conquista. É um momento ímpar. Para mim, é a primeira vez e tudo indica que será a última. Essa escolha para eu carregar essa tocha, ser condutora da tocha, me vem um filme da minha vida. Cada momento que eu deito, minha vida está voltando lá do meu tempo de infância. Para mim está sendo muito bom”.
REPÓRTER: A tocha chega em Vitória da Conquista por volta de três e meia da tarde e vai percorrer um trajeto de 13 quilômetros, desde a Avenida Juracy Magalhães até o Centro Glauber Rocha. O momento também vai marcar a vida de José Arcanjo, que tem 50 anos de idade. Ele nasceu com apenas 10% da visão e, quando tinha 12 anos, parou de enxergar por completo. José também vai participar do revezamento da chama olímpica.
SONORA: José Arcanjo, condutor da tocha olímpica
“Eu, como pessoa com deficiência visual, me sinto alegre, feliz, por estar representando meus colegas também deficientes visuais. E eu fico muito lisonjeado com a escolha, dessa condução, porque é um momento único na história de Vitória da Conquista e na história do país”.
REPÓRTER: A festa da passagem da tocha vai ser no Centro Glauber Rocha, a partir das sete e 45 da noite, com shows e festival de artes marciais. Para ordenar o trânsito durante a passagem do símbolo olímpico, a prefeitura de Vitória da Conquista vai interditar as ruas e avenidas do percurso, antes da chegada da chama.
Reportagem, Bruna Goularte