Política - undefined·13 de setembro de 2018

Vice de Meirelles: “MDB errou ao não ter candidato próprio durante todos esses anos"

<p>Ex-governador Germano Rigotto participou de sabatina na r&aacute;dio Jovem Pan nesta quinta-feira (13)</p>

Por Agência do Rádio
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Candidato à vice na chapa de Henrique Meirelles (MDB) ao Planalto, o ex-governador Germano Rigotto afirmou, nesta quinta-feira (13), que o MDB errou ao ter buscado apenas cargos no governo nos últimos anos, em vez de lançar candidato próprio. Rigotto ressaltou que Meirelles, mesmo com pouco tempo no partido, tem bagagem e honestidade incontestável.

Em sabatina na rádio Jovem Pan, o ex-governador do Rio Grande do Sul disse que Meirelles foi o responsável por trazer responsabilidade fiscal ao governo de Michel Temer (MDB). Segundo ele, a insistência do ex-ministro da Fazenda na aprovação da PEC do teto de gastos mostrou para a população que o país não estava parado.

“O MDB paga um preço por ter ficado ao longo de anos sem fazer o que está fazendo hoje, ter um candidato próprio à presidente e ter um projeto seu. Eu lutei contra isso. (O MDB) ficava com posturas fisiológica e clientelista, só preocupado em ocupar espaços em governo. Então, o MDB paga um preço por isso. Eu não tenho dúvidas de que, quando o Meirelles fala que foi ministro da Fazenda em um período em que a economia andava para trás, as coisas não aconteciam, credibilidade e confiança no país não existia, e ele conseguiu retomar isso tudo, ele está falando do período do governo Temer”.

Ainda sobre análise do atual governo, Rigotto afirmou que Temer se equivocou ao anunciar uma possível candidatura ao Planalto nas eleições de 2018. Para ele, o presidente deveria ter apresentado seu governo apenas como uma tentativa de melhora da economia durante os dois anos, como uma transição até as eleições de outubro.

Rigotto defendeu a reforma da Previdência e disse que já “está digerida” e pronta para ser aprovada. Já em relação à reforma Tributária, ele lembrou que a base do projeto, que está no Congresso Nacional, foi criada ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso e tem sido adiada pelos últimos presidentes petistas. Disse ainda que Meirelles, se eleito, vai trabalhar para que essas mudanças sejam feitas no primeiro semestre de 2019.

“Essa questão da reforma tributária, nós chegando ao governo, eu vou ser responsável por conduzir esse processo e todos sabem a minha luta por uma reforma tributária. Na verdade, tu tens que dizer que nós temos, diferentemente de qualquer país do mundo, uma tributação excessiva sobre consumo. Quem paga a conta disso é o trabalhador de baixa renda. Quem ganha até dois salários mínimos, ele perde 52% do que ele ganha em impostos que estão embutidos no pão, arroz, feijão e vestuário”.

Ao ser questionado sobre a popularidade do candidato do MDB, Rigotto lembrou que Meirelles foi um dos três concorrentes que cresceram na última pesquisa Datafolha. Ele alegou que as eleições de 2018 “tem uma carga de imprevisibilidade” e serão definidas na reta final. Ressaltou também que “tem um candidato a presidente com história, bagagem e uma vida que não tem como atacar a honestidade dele”.

Reportagem, Clara Sasse

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