Teve início no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o julgamento de forma conjunta, de oito processos envolvendo a deputada estadual pelo Amapá Elizalmira do Socorro Rocha Arraes Freires, a Mira Rocha (PTB), eleita em 2014. Segundo o TSE, todas as ações tratam da suposta prática de abuso de poder econômico, corrupção eleitoral na utilização da máquina pública e compra de votos, entre outros, com base na Lei Complementar (LC) nº 135/2010, a Lei da Ficha Limpa. O deputado federal amapaense Marcos José Reátegui de Souza figura em dois desses processos, e o então prefeito do município de Santana (AP), Robson Rocha, é parte em cinco deles. Consta dos autos que Robson Rocha, prefeito do município de Santana, segunda maior cidade do estado, nos meses de janeiro e fevereiro de 2013, teria contratado eleitores de forma precária, com a condição de que votassem em Mira Rocha. Com a aproximação do pleito de 2014, ambos teriam voltado a prometer a referida vantagem. Em sua exposição inicial, a ministra Rosa Weber, relatora dos oito recursos ordinários (ROs) sobre o caso, destacou que todos os processos têm como núcleo essencial a pretensão da cassação dos mandatos eletivos de Mira Rocha e Marcos Reátegui, e a punição de Robson Rocha, irmão de Mira. Após ouvir as sustentações orais da defesa e da acusação e o parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE), a ministra Rosa Weber indicou o adiamento do julgamento conjunto para o próximo dia 6 de março.
Com informações do Tribunal Superior Eleitoral, reportagem, Storni Jr.