Em coletiva de imprensa concedida em Tóquio, no Japão, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou mais uma vez que as leis ligadas ao porte de armas sejam o ponto central dos ataques a tiro no país. Para Trump, a situação não está ligada às armas, mas sim a problemas de saúde mental do país. O pronunciamento do presidente aconteceu nesta segunda-feira (6), um dia após o massacre em uma igreja batista em Sutherland Spring, no Texas.
Identificado como Devin Patrick Kelley, de 26 anos de idade, o autor do ataque foi classificado por Trump como um indivíduo muito doente.
No domingo (5), Trump disse através de sua conta no Twitter que monitorava a situação do Japão, além de desejar que Deus esteja com todo o povo de Sutherland Springs. O FBI está investigando o caso.
Na tarde deste domingo (5), Kelley entrou armado de um rifle em um culto da igreja localizada na pequena cidade do Texas e matou 26 pessoas, além de deixar cerca de outras 20 feridas. De acordo com as primeiras informações, o autor do crime não tem ligações com grupos terroristas. O ataque ocorreu por volta das 15h30, horário de Brasília. Entre as vítimas estão, inclusive, crianças.
Depois de atirar contra as pessoas que assistiam a celebração religiosa, o autor dos disparos fugiu e foi perseguido por moradores da cidade. Devin Kelley foi encontrado morto, mas ainda não há informações sobre como ele morreu. O ataque deste domingo aconteceu pouco mais de um mês após o maior ataque de arma de fogo da história dos Estados Unidos, quando Stephen Paddock, de 48 anos, matou 49 pessoas e feriu outras 500 que assistiam um festival de música em Las Vegas.
Reportagem, Raphael Costa