Economia - undefined·25 de fevereiro de 2015

TRANSPORTE: Caminhoneiros continuam protestando nas rodovias e cidades do MT podem ficar sem diesel

<p><i>Frigor&iacute;ficos em Santa Catarina e ind&uacute;strias do Paran&aacute; suspendem produ&ccedil;&atilde;o por causa do movimento dos motoristas</i></p>

Por Agência do Rádio
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REPÓRTER: O protesto dos caminhoneiros contra o alto preço do diesel e pelos baixos valores do frete continua em pelo menos oito estados, causando prejuízos em várias cidades do país. No norte do Mato Grosso, por exemplo, os municípios produtores de soja como Sinop, Sorriso e Nova Mutum estão ficando sem diesel e as colheitadeiras podem parar de trabalhar a qualquer momento nas plantações. O gerente de posto de combustível, em Nova Mutum, Willian Doro, conta que, até quinta-feira, o estoque de óleo diesel pode acabar na cidade por causa do bloqueio dos caminhoneiros nas rodovias do estado.
SONORA: gerente de posto de gasolina, em Nova Mutum, Willian Doro
“O óleo diesel vai faltar. Tem produtor precisando do óleo para colher. Tenho para um dia, dois dias. Então, a gente está em uma situação em que, hoje o produtor liga para gente e pergunta: eu preciso do produto. Só que, assim como liga um, liga 10. A gente fica em uma situação que a gente quer ajudar, mas não sabe como. De um lado e de outro tem prejuízo.”
REPÓRTER: Além do desabastecimento de combustível, que pode paralisar a colheita da soja no Mato Grosso, o protesto dos caminhoneiros pode complicar o escoamento da produção. É que o estado não tem armazéns suficientes para guardar os grãos e, sem os caminhões para o transporte, os produtores não têm lugar para guardar a soja, como explica o presidente do Sindicato Rural de Nova Mutum, Luiz Carlos Gonçalves.
SONORA: presidente do Sindicato Rural de Nova Mutum, Luiz Carlos Gonçalves
“A produção que é produzida hoje na agricultura do estado do Mato Grosso, 50 por cento tem armazenamento e 50 por cento fica em transporte. Então, conforme vai colhendo, vai fazendo essa rotatividade com os caminhões que vão transportando. E, se ficar trancado mais alguns dias, não vai ter onde colocar mais o produto porque os armazéns vão lotando e, a partir do momento que encher não tem mais onde por. Eu não sei o quê vai virar isso não. É bastante preocupante por parte de todo o seguimento daqui da região nossa.”
REPÓRTER: Em Santa Catarina, a produção nos frigoríficos também pode parar, por falta de lugar para estocar carnes. No oeste e norte do Paraná, as indústrias, agricultores e pecuaristas suspenderam a produção de leite e laticínios, por causa do protesto dos caminhoneiros. Em Mato Grosso, os motoristas bloquearam a BR 163 nos municípios de Rondonópolis, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Sorriso. Além disso, os caminhoneiros protestam na BR 364, em Diamantino e em Cuiabá. Os estados da Bahia, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Goiás também tiveram protestos de caminhoneiros nas principais rodovias.

Reportagem, Cristiano Carlos

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