Agronegócios - undefined·17 de dezembro de 2018

Trabalho de extensionistas rurais com mulheres muda contextos e mentalidade rural em município no Mato Grosso

<p>H&aacute; 34 anos, o &ldquo;Encontro com Mulheres Rurais&rdquo; reflete a import&acirc;ncia da assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica na regi&atilde;o</p>

Por Agência do Rádio
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Em todo o Brasil, a atuação do extensionista e assistente técnico rural tem grande relevância nos municípios de produção agrícola. Isso porque há 70 anos, comemorados neste mês de dezembro, são eles os responsáveis por levar avanços tecnológicos e, junto com os produtores, pensar em estratégias para uma maior eficiência no campo.

Sandra Regina Andrade, de 57 anos, é extensionista há 44. A admiração pelos assistentes técnicos - que ela via trabalhar na escola rural em que estudou - influenciaram Regina nessa decisão de entrar para a Empresa Mato-Grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (EMPAER). Justamente por ser um sonho de criança, a se diz apaixonada pelo o que faz.

Há 34 anos, Sandra ajuda a coordenar o Encontro da Mulher Rural em Araputanga, município onde trabalha. Ali, a atividade das extensionistas vai além do auxílio rural e trabalha com as bases sociais das mulheres da região. São ministradas palestras de empoderamento feminino para que se sintam parte ativa na comunidade em que vivem. Ela defende o constante reforço desses ensinamentos e comemora os avanços conquistados.

“Muitas mulheres não têm a oportunidade de viver um dia diferente, é um momento que a gente tem para dividir e partilhar todas as questões da família. E esse ano a gente falou sobre políticas públicas, orientando mais as mulheres na questão dos benefícios que ela tem como trabalhadora rural. É um tema muito trabalhado há vários anos, mas está precisando ser trabalhado muito mais. No início as mulheres do campo eram muito discriminadas. Hoje não, elas estão praticamente se igualando, então isso é uma valorização”.

Cândido dos Santos Júnior, presidente da Empresa Mato-Grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), defende a importância do serviço público para a produção agrícola do estado na figura do extensionista.

“Ele está ali cumprindo o seu papel para alguém que, de pronto, não tem recurso para pagá-lo. Ninguém está fazendo favor, a gente está cumprindo com um papel que é o nosso para fundamentar o agricultor familiar do princípio ao fim. Não há agricultura familiar sem extensionista rural”.

No estado do Mato Grosso, o produto agrícola que mais se destaca é a soja. São aproximadamente 28 milhões de toneladas produzidas em mais de 80 mil km² para cultivo.Toda essa produção conta com o trabalho dos técnicos em extensão rural. No estado, são 322 os profissionais que fazem esse trabalho. Em todo o país, o número passa de 11 mil.

Reportagem, Vítor Mendonça

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