Educação - undefined·31 de agosto de 2018

Trabalhador paulista cresce na profissão após concluir cursos técnicos e se torna gestor

Por Agência do Rádio
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Pesquisa publicada pela Fundação Dom Cabral, em 2016, revela que 40 por cento das empresas do país têm dificuldades para encontrar profissionais qualificados a ocuparem vagas técnicas no mercado de trabalho.

Marcelo Olívio, trabalhador do setor de automação em uma empresa de São Paulo investiu na formação técnica profissional e a empreitada abriu as portas do emprego. Hoje, aos 42 anos, ele revela que a qualificação técnica o ajudou, inclusive, a conquistar cargos de chefia na empresa.

“Eu já venho desde o técnico, e eu já conheci meu primeiro emprego, que é o que eu estou até hoje. E depois fiz o tecnólogo, consegui cargos de liderança e chefia. Hoje sou um gestor da área.”

Quase 29% dos jovens entre 18 e 24 anos estão desempregados no estado de São Paulo, de acordo com dados do IBGE, e os motivos que levam o estado a registrar números negativos tão altos podem ser a qualidade do ensino básico regular oferecido nas salas de aula.

Para o gerente educacional do SENAI paulista, João Ricardo Santa Rosa, o ensino básico regular desenvolvido nas escolas tradicionais deveria preparar o estudante para a vida profissional, a exemplo dos cursos técnicos, mas isso não reflete a realidade.

“Isso facilitaria o trabalho da qualificação profissional à medida que esses estudantes já teriam uma base para que a educação profissional pudesse ser efetuada.”

Os setores que mais demandam mão de obra para a indústria paulista são construção civil, responsável por mais de 20 por cento das riquezas industriais de São Paulo, e alimentos, responsável por mais de 11 por cento do Produto Interno Bruto, o PIB estadual.

Com a colaboração de Cristiano Carlos, reportagem, Sara Rodrigues

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