Brasil - undefined·20 de março de 2018

TJPA: Sexta edição do Chá Literário homenageia Rachel de Queiroz

<p><b>REP&Oacute;RTER:</b>&nbsp;A primeira mulher a ingressar a Academia Brasileira de Letras e romancista da segunda gera&ccedil;&atilde;o do modernismo, a cearense Rachel de Queiroz foi homenageada na d&eacute;cima sexta edi&ccedil;&atilde;o do Ch&aacute; Liter&aacute;rio.</p>

Por Agência do Rádio
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REPÓRTER: A primeira mulher a ingressar a Academia Brasileira de Letras e romancista da segunda geração do modernismo, a cearense Rachel de Queiroz foi homenageada na décima sexta edição do Chá Literário. O evento complementou as honrarias dedicadas às mulheres no mês de março e ocorreu na manhã desta sexta-feira, 16, na biblioteca desembargador Antônio Koury, no prédio sede do Tribunal de Justiça do Pará. Os detalhes da trajetória profissional da escritora foram apresentados pela professora de português Danielly Almeida de Brito,. A palestrante graduada em Letras pela Universidade Estadual do Pará, explicou o porquê sobre ter escolhido a autora.

SONORA: Danielly Almeida de Brito, palestrante.
“Um incentivo a valorização da nossa cultura. A importância da Rachel de Queiroz, por conta de ela ser primeiramente uma mulher, quando ela escreve já tem uma auto identificação com o leitor, porque conta da maioria dos leitores serem mulher, e no ambiente de trabalho serem mulher. Vai encontrar em várias obras dela, principalmente no “Memorial de Maria Moura”, uma personagem muito forte. Então, por isso ela é uma atriz singular ligada diretamente aos movimentos políticos, de classe, como feminismo, comunismo e movimentos de esquerda. Mesmo vindo de um berço burguês, ela tentou se desvincular disso, aí está a singularidade de Rachel de Queiroz. “
REPÓRTER: A mediadora discursou sobre a postura política assumida por Rachel de Queiroz durante sua vida. Nascida em família de classe social alta, a autora de “O memorial de Maria Moura”, um dos seus livros mais marcantes, narra a mazelas do sertão nordestino e a personagem feminina empoderada, modernos ao cenário e ao contexto da obra. A servidora da Susipe Cristina Ribeiro Ferreira contou a relação que mantém com as obras da autora.
SONORA: Cristina Ribeiro Ferreira, servidora da Susipe.
“Eu acho muito interessante, toda forma de conhecimento enriquece o ser humano. Já li, já vi na tv o “Memorial de Maria Moura”, excelente, são obras excelentes. Foi uma mulher forte, guerreira, aguerrida e eu acho que a gente deve vestir essa personalidade dela, extrair. A leitura ela faz com que a gente escreva melhor, entenda melhor o que acontece, através do passado, a gente pode visualizar melhor o presente e o futuro.
REPÓRTER: Rachel de Queiroz foi escritora, jornalista e professora de magistério formada aos 15 anos, ganhou prestígio literário com a obra “Memorial de Maria Moura”, incluindo o “Prêmio Camões” em 1993. No final do Chá Literário, a servidora Cristina Ribeiro entregou o certificado para a palestrante Danielly Almeida. O Chá literário é promovido pelo Departamento de Documentação e Informação no qual é celebrado um autor ou autora importante para a literatura regional ou nacional.
Reportagem, Samyra Mercês
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