Brasil - undefined·24 de novembro de 2017

TJPA: Chá Literário homenageia Lindanor Celina

<p>A escritora paraense Lindanor Celina foi revolucion&aacute;ria ao publicar seu primeiro livro &ldquo;Menina que vem de Itaiara&rdquo;, em 1963, usando a cr&ocirc;nica como modalidade textual.&nbsp;</p>

Por Agência do Rádio
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REPÓRTER: O servidor da secretaria de informática do Judiciário, Evandro Lelis, participou pela primeira vez do Chá Literário na Biblioteca Des. Antônio Koury do TJPA, que nesta edição homenageou a escritora paraense Lindanor Celina. Evandro comenta a experiência.

SONORA: Servidor da secretaria de informática do Judiciário, Evandro Lelis.
“Não pensava que era tão enriquecer, porque são figuras na nossa cultura, da nossa literatura, que a gente quase não conhece. Fiquei muito surpreso e muito feliz de ouvir as explicações dela”.
REPÓRTER: A escritora paraense Lindanor Celina foi revolucionária ao publicar seu primeiro livro “Menina que vem de Itaiara”, em 1963, usando a crônica como modalidade textual. Na época, o gênero não era considerado literatura. Lindanor também foi aclamada pelos críticos literários com as obras “Prantos por Dalcídio Jurandir”; “Estrada do Tempo-Foi”; e “Afonso Contínuo: Santo de Altar”. A palestrante do Chá Literário e sobrinha da escritora, Madeleine Bredan, fala da trajetória de Lindanor.
SONORA: Palestrante do Chá Literário e sobrinha da escritora, Madeleine Bredan.
“É uma pessoa que veio de Bragança, estudante, que veio estudar aqui com muita dificuldade, cronista e ela acreditou nela, porque o Dalcídio Jurandir deu força, o Machado Coelho, as pessoas da intelectualidade de Belém na época. Então, ela com essa força, escreveu o primeiro romance, foi escrevendo um atrás do outro. Então, acho que foi muita resiliência, muita força de vontade, e ela foi se aprimorando, ela lia muito, e ela era uma grande observadora, por isso ela era uma boa cronista”.
REPÓRTER: Durante o Chá Literário, os participantes prestigiaram a vida e obra da escritora na exposição cedida pela Casa das Artes, da Fundação Cultural do Pará. A Chefe da Divisão de Biblioteca do Judiciário, Elaine Ribeiro, destaca a relevância do evento.
SONORA: Chefe da Divisão de Biblioteca do Judiciário, Elaine Ribeiro.
“É uma mulher totalmente empoderada, é totalmente atual, por tudo que ela representa na obra dela, principalmente a figura feminina. Então, os servidores, a gente busca trazer esse momento realmente de lazer para eles. Então, nós consideramos muito importante esse momento para o servidor”.
REPÓRTER: Lindanor Coelho Miranda nasceu em Castanhal, nordeste do Pará. Conhecida como a menina de Bragança, ela escrevia em suas crônicas a riqueza de detalhes sobre a cidade. Sua trajetória literária é conhecida por sua tendência folclorista em registrar os costumes mais tradicionais de Bragança.
Reportagem, Thamyres Nicolau 
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